Na América

Bernard-Henry Lévy, conhecido e reputado filósofo francês, foi convidado pela revista Atlantic Monthly, a durante um ano viajar pelos Estados Unidos da América, à semelhança de uma outra viagem que em 1831, o seu compatriota Alexis de Tocqueville fez com o pretexto de estudar o sistema prisional de então, acabando por escrever um livro, a que chamou “Da Democracia na América”, onde registou a sua análise da sociedade americana, 172 anos depois, é agora a vez, de um europeu dos nossos dias, dar a sua visão sobre este imenso e sempre polémico país.Bernard-Henry Lévy correu os Estados Unidos de Norte a Sul, espantou-se com a profusão de bandeiras, visitou prisões (Guantánamo incluída!), bases militares com submarinos nucleares, bordéis de sexo tão seguro, que até para assistir a um streap-tease o cliente tem que usar preservativo, igrejas que parecem centros comerciais, museus onde tudo é novinho em folha a imitar o antigo, passou por cidades abandonadas, outras gigantescas a fervilhar de gente, visitou as mansões dos assombrosamente ricos e os prédios em escombros dos sem abrigo, os cabarés de Las Vegas onde as bailarinas “todas com as mesmas nádegas, os mesmos cabelos, os mesmos seios demasiado redondos” pareciam robots clonados, falou com os austeros mórmones, com famosos de Hollywood como Woody Allen, Sharon Stone, Warren Beatty, com políticos democratas e republicanos, índios, intelectuais, gente da rua... 20.000 quilómetros de “Vertigem Americana” sempre com os olhos bem abertos e uma curiosidade muito europeia e muito perspicaz.Um excelente livro, escrito com bom humor e profundidade, para quem sem preconceitos pró ou anti States quer saber o que se passa “do lado de lá”.
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Bernard Henry-Lévy
A Vertigem Americana
Edições Asa, 18,50€

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(C) Vieira da Silva

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