António Paisana | Erasmus de Salónica

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Erasmus de Salónica»?R- O “Erasmus de Salónica” retrata, através de um enredo e personagens fictícios (que são em parte o reflexo dos “grupos de erasmus” que proliferam por essa Europa fora), o dia-a-dia de vários jovens a viver numa cidade nova, sem laços, nem ligações, entre eles ou com o ambiente que os rodeia, e onde têm de aprender a viver por um ano. Aí apercebem-se que o essencial da vida reside nas relações humanas, no facto de se conseguir, ou não, retirar o maior prazer de cada pequena experiência, e acima de tudo na curiosidade, abertura e compreensão das diferenças existentes entre os vários povos europeus, mas que ali se parecem esbater.Por fim, é um livro sobre o Amor e sobre a responsabilidade que sempre acompanha as nossas acções, ainda que num ano vivido na mais profunda liberdade…

2-Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Com o livro “Erasmus de Salónica” procuro levantar o véu de uma experiência que cada vez mais se torna comum na sociedade europeia, e que permanece na obscuridade para quem não a viveu, ou para quem tem filhos, sobrinhos, netos, etc… e que quer compreender a sua essência, para além de noitadas e viagens.Tentei mostrar que, por detrás da superficialidade com que é habitualmente conotado o programa erasmus, este permite acima de tudo que os jovens sintam a Europa, que sejam confrontados com realidades diferentes e que aprendam a fazer-se valer por aquilo que realmente são, num ambiente em que as origens sociais, económicas e culturais são postas de lado. Assim a ideia na base deste “Erasmus de Salónica” foi o desejo/necessidade de partilhar uma experiência única.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Neste momento sinto que preciso de ler e viajar mais, para escrever melhor. Apesar de ter duas ideias vagas para novos romances, não tenho pressas, apesar de a vontade estar cá dentro…

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(C) Vieira da Silva

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