António Santos | O Pescador de Girassóis



1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Pescador de Girassóis»?
R- Este romance, é, para além dele próprio (e dos seus próprios caminhos pela alma e pela inteligência dos leitores) mais um patamar no que tenho vindo a escrever ao longo do tempo. Um patamar já mais cheio de pensamentos e olhares sobre a vida, de reflexões, de memórias existentes e de outras que adoraria ter inventado numa qualquer praia impossível, no meio de um drama, ali mesmo a acontecer, de certeza embrulhado no papel de seda de um casal perdido na emoção dos sentidos.
2-Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Nunca foi apenas uma ideia. Mas digamos que as primeiras páginas resultaram do olhar deitado pela tal praia impossível, onde havia sempre marcas de uma mulher e de um cão patusco.Depois foi juntar muita vida, esta e muitas outras, agitar, misturar gente inventada e outra real, sítios, coisas, o improvavel e o plausível. Serve-se em quase 250 páginas e não tem contra-indicações para os espíritos arejados e limpos.
3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Estou a passar os olhos pelo meu próximo livro, já pronto e já entregue na Presença....e a alinhavar os primeiros e titubeantes passos do novo romance...que (pensei nisso agora mesmo) encerra uma ideia que até a mim surpreendeu...e assustou....

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(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.