Em torno de um mito


Don Juan era apenas o mito dum sedutor, personagem de ficção criada por um monge dramaturgo da Espanha do sec. XVI, mas eis que surge um diário perdido, sigilosamente guardado durante nada mais, nada menos, que quatrocentos anos! Será verdadeiro? Terá Don Juan Tenorio existido de facto, em carne e osso, saltando telhados, aterrando periclitante da perna esquerda, nas varandas das belas mulheres de Sevilha? Don Juan aparece-nos real, humano e palpável, nesta Sevilha de 1593, onde aportam os galeões com o ouro do Novo Mundo, onde as fogueiras da Santa Inquisição estão apenas à distância duma denúncia ou duma inveja e metade das mulheres da cidade, são viúvas ou foram abandonadas. Don Juan não é um salteador de corações, é antes um libertador de corpos femininos, num tempo de mulheres fechadas a sete chaves e honra, mulheres que ele sacia e devolve depois senhoras do seu corpo e dos seus prazeres à vida. Para quem ainda se lembra do que é a paixão, para quem já não se lembra bem... e para quem busca ainda a razão para o amor através dos exercícios da paixão, sobretudo bom, para quem gosta de ler. Obrigado Don Juan!
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Douglas Carlton Abrams
Diário Perdido de D. Juan
Editorial Presença, 20€

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(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.