Isabel Ricardo Amaral | Os Guerreiros da Luz




1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Os Guerreiros da Luz e o Portal Sagrado»?
R- “Os Guerreiros da Luz e o Portal Sagrado” é o culminar de um sonho que tive, embora não termine com este livro, pois é uma pentalogia. É um passo enorme na minha caminhada como escritora, pois consegui concretizá-la tal como a idealizara ao ouvir uma canção que me inspirou a escrever a colecção toda. Este livro é a continuação dos três livros anteriores. O início desta colecção começa há cerca de mil anos atrás com uma grande batalha entre mil templários e uma criatura terrível que eles conseguem aprisionar nos subterrâneos de um templo, com o sacrifício das suas próprias vidas. A criatura diz que só conseguirão mantê-lo preso durante mil anos, findos os quais irá libertar-se para destruir a Humanidade. Só que desses mil templários há um que consegue sobreviver e faz uma profecia. Quando a criatura estiver prestes a libertar-se, nascerão três crianças com dons especiais que juntas conseguirão derrotá-la. A profecia fala também que eles nascerão em continentes diferentes e falarão a mesma língua. Ora, há mil anos atrás pouco se conhecia além do nosso continente e ao longo desses mil anos os servos do Senhor das Trevas vão tentar descobrir a identidade desses três Guerreiros para os eliminar logo à nascença e assim não constituírem perigo para aquele que servem. As crianças terão como única arma uns medalhões com poderes extraordinários que ao longo dos livros se vão descobrindo quais são. Cada criança está também ligada a um elemento da natureza e a um animal. A Sofia Gama nasce em Portugal e está ligada ao elemento da Água e ao golfinho, o Lucas Cabral no Brasil e ao Ar e ao falcão-peregrino, e o Fernão Dias em Angola e ao Fogo e à pantera negra. É neste quarto livro que os “Guerreiros da Luz” se irão reunir pela primeira vez, pois além de ignorarem que possuíam tais dons que os tornavam tão especiais, eles não se conhecem uns aos outros. O momento da reunião dos três ocorrerá em Portugal e é ansiosamente aguardado pela Irmandade que os protege e temido pelo Inimigo que os persegue. Por isso este livro foi esperado com tanta ansiedade pelos leitores. Em resumo este livro, esta colecção, é a concretização de um sonho muito querido e um passo importante na minha carreira.
2-Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Decidi ao escrever esta colecção exaltar o nosso país, todas as pessoas que contribuíram para o que ele é, desde a sua nacionalidade, e tentar mostrar aos mais jovens que devem ter orgulho de quem são e do seu país, que viu nascer tanta gente corajosa e valorosa e que foi tão importante no mundo, pois foram os Portugueses que deram o contorno ao mundo que temos, através das suas conquistas e descobertas marítimas. É muito importante não esquecer este facto de que as crianças pouco sabem. Esta foi uma forma de lhes mostrar isso. Celebro também a língua portuguesa falada em tantos continentes e que me orgulho de falar. Tal como o poeta que eu considero o melhor do mundo e de todos os tempos exaltou Portugal através dos seus Lusíadas, o nosso Luís de Camões, eu tentei oferecer também uma obra de que qualquer português se orgulhasse. Por isso foram criados os “Guerreiros da Luz”, que, apesar de nascerem em três continentes diferentes, falam a mesma língua. É uma colecção muito especial e que me tem dado muitas surpresas e alegrias.Inicialmente escrevi-a a pensar nos leitores a partir da faixa etária dos 11 anos, mas apercebi-me que muitos leitores de 8 e 9 anos liam estes livros e adoravam, tal como os mais velhos e os adultos, até os avós vibram com estes livros. Tenho recebido um retorno até de além-mar, do Brasil, de leitores muito jovens e de adultos, o que é muito gratificante para mim. Alguns chegaram a dizer-me que devido a estes livros sentem muito orgulho por terem sido colonizados pelos portugueses e não por outro povo qualquer. Devido a esta colecção orgulham-se de estarmos ligados desde 1500, o que me emocionou muito.
3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Tal como já disse anteriormente, um romance histórico para o qual ainda não tenho nome, aliás tenho cinco, mas ainda não escolhi nenhum definitivo.

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(C) Vieira da Silva

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