No círculo


Só muito recentemente, em 1999, é que a actriz francesa Nathalie Rheims se revelou enquanto escritora. Desde então, não parou de escrever. Já são sete os romances que publica com grande êxito. “O Círculo de Megido” não é excepção. A obra lança-nos para a intriga esotérica, obrigando-nos mesmo a reflectir sobre as mais profundas e indiscutíveis origens da Bíblia. A figura de proa do romance chama-se Maya, uma jovem arqueóloga que, numa segunda-feira pela manhã, deixa Londres rumo à estação de Megido, no norte de Israel. A ainda “aprendiz” de arqueologia junta-se ao professor Friedmann, e ambos passam a ser vítimas de ameaças que surgem em forma de mensagens nos seus telemóveis. Parece haver alguém (ou alguma coisa) que os quer impedir de pôr em causa as origens do livro sagrado. A obra, publicada pelos Livros do Brasil, é de rápida e fácil leitura, como rápida parece ser também a contagem decrescente dos seus tempos de vida. Até ao fim, ficamos presos ao livro como se a maldição nos abarcasse fortemente. Qualquer explicação mais racional parece muito insuficiente. Vale a pena ler “O Círculo de Megido”.
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Joseph Murphy
O Círculo de Megido
Bertrand Editora, 16€

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(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.