Portugal na ponta da espada

Diz-se que, hoje, os meninos já não estudam História como antigamente. Sabe-se que os estudantes de antigamente já não têm a memória fresca, agora. E, em muitos casos, em ambos os estratos e nos intermédios, talvez falte uma visão sistemática de alguns factos determinantes – apesar da convicção de que, mesmo pequeninos, lá fomos conseguindo impor-nos, resistir, e até colonizar.
Aqui está uma colecção que nos faz o ponto de oito períodos da História de Portugal em que a voz foi dada às armas. A Academia Portuguesa da História avaliza a colecção, a QuidNovi deu os livros à estampa, e um autor por volume faz a síntese, como segue:
‑ De 1096 a 1297, um período de definição das fronteiras, que abrange a situação política pré-fundação do fundador Afonso Henriques, e do seu papel na autonomia do novo Estado, a D. Dinis, com a assinatura do tratado de Alcanices;
‑ De 1128 a 1249, tempo da reconquista, que retoma o período anterior, e termina em Afonso III, já no reino dos Algarves;
‑ De 1383 a 1389, tempos da grande crise, com o conhecido período em que o Mestre de Avis desempenha um papel crucial na resistência à pressão castelhana, e D. João I dá fôlego a um novo período da história de Portugal;
‑ De 1475 a 1479, de guerra luso-castelhana, com o “sonho da união ibérica”;
‑ De 1501 a 1600, tempos de aventura por novos mundos recentemente dados ao mundo, a expansão do comércio, a consolidação dos caminhos do mar;
‑ De 1801 a 1814, com a sucessão de invasões a partir de Espanha que lhes chamou guerra de independência;
‑ De 1820 a 1834, em que os confrontos explodem entre irmãos separados por diferentes conceitos: liberalismo ou miguelismo, que terminou com a convenção de Évora-Monte;
‑ De 1914 a 1918, um conflito europeu em que Portugal acabou por participar, com grande polémica interna, e reflexos na frente colonial.
Uma sucessão de análises que ajudam a compreender melhor como se fez a consolidação de um estado e de um povo.
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Margarida Garcez Ventura, A definição das fronteiras 1096/1297
Maria Cristina Pimenta, Guerras no tempo da reconquista 1128/1249
Luís Miguel Duarte, Aljubarrota Crónica dos anos de brasa 1383/1389
Manuela Mendonça, O sonho da União Ibérica Guerra Luso-Castelhana 1475/1479
Maria Benedita de Almeida Araújo, Campanhas da Índia Sofala, Goa e Malaca 1501/1600
António Pedro Vicente, Guerra Peninsular 1801/1814
António Ventura, As guerras liberais 1820/1834
Aniceto Afonso, Grande Guerra Angola, Moçambique e Flandres 1914/1918
QuidNovi, 4,90€/cada volume

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(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.