Os Filhos do Imperador


Cá está mais um livro, que parece ter sido escrito a piscar o olho a Hollywood, o que não quer dizer que não esteja bem escrito. Mas... este livro custa a engrenar! É preciso ultrapassar pacientemente as primeiras 150 páginas, de descrições pormenorizadíssimas das personagens, para que comecem a interagir, a dar forma à acção, que à medida que vamos avançado, vai ganhando mais e mais ritmo, até porque tudo se passa na movimentadíssima Nova Iorque. A autora, Claire Messud sabe contar histórias e vai-nos envolvendo nas tramas e dramas, que vão do cor de rosa com lantejolas douradas ao negro dúbio, de uma família intelectual, os Thwaite, todos muito sofisticados, todos ultra-políticamente-correctos, todos educadíssimos, todos muito fashion. À volta dos Thwaite cirandam mais uns quantos amigos, não menos políticamente correctos, não menos preocupados em parecer bem... leia-se, o mais nova-iorquino-intelectual possível. E tudo isto vai descambar onde? No incontornável 11 de Setembro. Não é um livro de análise da sociedade americana, ou do 11 de Setembro, é um livro-ligth, ou se preferirem, um passeio por Nova-Iorque, com festas, roupas, bares gay, uns quantos restaurantes de luxo, umas quantas reuniões intelectuais, enfim... contem com muita coca-cola, algum champagne francês, dramas pessoais e stress...
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Claire Messud
Os Filhos do Imperador
Quetzal Editores, 24.95€

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(C) Vieira da Silva

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