Aforismos de Napoleão


Napoleão é uma figura da História tão controversa como incontornável, uma personalidade multifacetada com tanto de génio como de perverso.
Nas suas memórias, o cardeal Consalvi descreve-o como «um homem de espontaneidade reflectida», lembra Jules Bertaut no prefácio (escrito em 1917) de “Manual do Líder”, um conjunto de aforismos de Napoleão agora editado.
Neste clássico, os aforismos do imperador estão divididos em sete temas: “O líder”, “Da França e dos franceses”, “O autoritário e o político”, “Como organizar a nação?”, “Como organizar o exército?”, “A guerra e a sua orientação” e “Os diplomatas e o exterior”.
Como seria de esperar, os seus pensamentos são tão polémicos como ele próprio, mas nem por isso (ou talvez por isso) deixam de merecer uma leitura atenta – quanto mais não seja, para estarmos atentos ao que se vai passando… quantas vezes a História não se repete?
Eis alguns: “Em política, um absurdo não é um obstáculo”; “Bem analisada, a liberdade política é uma fábula convencionada, imaginada pelos governos para adormecer os governados”; “Nas revoluções só existem duas espécies de pessoas: as que trabalham e as que lucram com isso”; “Desejo que exista um corpo de instrução pública que seja a organização dos professores, dos reitores e dos mestres de estudo, e que lhe sejam dados grandes motivos de competição; é preciso que os jovens que se dediquem ao ensino tenham a perspectiva de subir de um grau para outro até aos lugares cimeiros do Estado”.
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Napoleão
Manual do Líder – aforismos
Publicações Europa-América, 18,90 €

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(C) Vieira da Silva

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