valter hugo mãe | o apocalipse dos trabalhadores


1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «o apocalipse dos trabalhadores»?

R-Tenho sempre uma relação complexa com os meus livros, no sentido em que eles representam uma mistura infinita de interferências na minha vida. o apocalipse dos trabalhadores é uma manifestação do meu espírito igualitário, esta vontade enorme que tenho de que possamos ser felizes sobretudo por não nos espezinharmos uns aos outros. Será o meu livro mais definido nos seus intentos. É muito clara a preocupação humanista, o respeito pela liberdade e a euforia pelo amor, como sentimento superior que acaba por nos atingir e redimir a todos.

Aprendo muito quando escrevo. Não porque faça do livro um objecto didáctico, mas porque positivando as ideias me convenço melhor do quanto estou de acordo ou desacordo com elas. Este é, dos meus livros, aquele em que mais me emocionei, estabelecendo ou fortalecendo sempre mais as minhas convicções sobre o que penso ser uma conduta respeitadora no mundo de hoje. 

 

2-Qual a ideia que esteve na origem do livro?

R- O combate à xenofobia foi o primeiro tópico do livro. Quis escrever sobre o quanto considero nojento que recebamos mal quem para cá vem, quando é da natureza do português ir para fora trabalhar e todos sabemos que, em certa medida, também sustentamos o país com as divisas dos nossos emigrantes. Não suporto que as pessoas não percebam isto.

 

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?

R-Estou a deitar poemas fora. A Cosmorama convidou-me para editar uma recolha da minha poesia e estou a limpar o que ainda considero interessante e, sobretudo, a deitar fora textos com que já não me identifico e que me parecem não sobreviver ao entusiasmo imaturo que me levou a publicá-los.

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valter hugo mãe

o apocalipse dos trabalhadores

QuidNovi, 14,95€

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(C) Vieira da Silva

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