Morrer na Índia


O norte-americano Robin Cook é considerado o fundador do género literário “thriller médico” e o seu melhor autor – e basta ler um dos seus muitos livros para perceber porquê.
Aos conhecimentos da sua formação académica (é médico oftalmologista, doutorado em Harvard), Cook junta um verdadeiro domínio da arte do suspense policial, criando enredos que prendem o leitor até ao final. A sua mais recente obra publicada em Portugal, “O Corpo Estranho”, é um bom exemplo e não desilude os muitos fãs do autor.
Desta vez é a Índia o palco privilegiado da acção, com todos os seus contratastes bem vincados – e o país não sai bem do retrato. Como também não saem os Estados Unidos, com o seu sistema de saúde baseado em seguros, que deixa os menos afortunados sem a assistência devida. O negócio está montado e é com enorme apreensão que as seguradoras vêem os doentes fugir-lhes para a Índia, onde graças ao programa “turismo de saúde”, montado com o apoio governamental, os norte-americanos podem ser sujeitos a intervenções cirúrgicas que não teriam dinheiro para pagar no seu próprio país.
O problema começa quando os pacientes norte-americanos começam a morrer misteriosamente após operações bem sucedidas e a CNN a noticiar as mortes antes mesmo de os próprios familiares terem sido informados.
Para sorte de uns e azar de outros, uma das vítimas é avó de uma estudante de medicina, que parte para a Índia para reclamar o cadáver mas rapidamente começa a juntar as peças e a fazer perguntas incómodas. E é claro que não pára até desmascarar a trama, que envolve um grupo de seus concidadãos com muitos interesses económicos e muito pouco escrúpulos e enfermeiros indianos recém-formados presos na teia do choque de culturas.
Robin Cook
O Corpo Estranho
Publicações Europa-América, €24,90

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(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.