Orlando Cardoso | Catarina e as Maçãs


1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Catarina e as Maçãs»?
R- Este livro é a minha primeira incursão na novela e já estava em "poisio" desde há alguns anos. Outros projectos mais prementes deixaram-no para agora mas, como se sabe, os últimos serão os primeiros e deu-me muito prazer lê-lo depois de escrito. Espero que seja a mola de que precisava para me lançar na feitura de um romance. Parece-me que estána altura, ao fim de 14 livros publicados de poesia, conto, crónica, roteiros, álbuns infanto-juvenis e investigação histórica, de lançar as mãos à obra.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Conta Fernão Lopes, na "Crónica de D. Pedro", que um trovador da corte do "justiceiro" se apaixonou por uma dama casada. E tão pouco discreto foi que o marido o encontrou na alcova com a mulher, chamada Catarina Tosse. Ao ser-lhe entregue o trovador para fazer justiça, o rei, que o amava "mais que se deve aqui de dizer", "mandoulhe cortar aqueles membros, que os homens em moor preço", acabando-se-lhe o préstimo para as artes do amor. De Catarina nada se sabe depois desse fatídico dia. Aqui começa a ficção, com um trajecto de vida quepoderia ser normal naqueles tempos.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Neste momento começo a trabalhar na pesquisa do romance que gostaria de fazer.As ideias começam a surgir à medida que vou reavivando as minhas leituras sobre o renascimento.
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Orlando Cardoso
Catarina e as Maçãs
Colibri

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