João Pedro Duarte | Uma Espécie de Sentido

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Uma Espécie de Sentido»?
R- Um livro cor-de-rosa. A minha biblioteca estava a precisar de uma corzita. Agora mais a sério: não faço a mínima ideia. Sei que me deu um gozo descomunal e que foi escrito em apenas um mês. Ou numa lua, como diriam os caramelos que gostam de parecer misteriosos. Conclusão: devo ter sido iluminado por uns alienígenas. Ou então alienado por uns iluminadores. Hum... Qual era a pergunta?

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Creio que uma conversa com um amigo sobre a visão redutora da Humanidade no Darwinismo. Atenção que esta visão é culpa de todos, menos do Darwin, uma vez que quando o moço esticou o pernil o Freud ainda andava a pensar o que havia de fazer à vida dele. O que também é normal quando se fazem experiências laboratoriais com cocaína. Mas o Inconsciente, parece que não, tem a sua importância. Assim como o amor, apregoado tanto na literatura de cordel como nas religiões mais ascetas, poderá ter a última palavra no destino da Espécie.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- A lista de compras da mercearia. É um best-seller lá em casa. Vou alternando com ensaios epistemológicos, só para desenjoar. Estou a descansar da ficção, até porque é Natal e cheira-me que o próximo livro mete um serial killer pelo meio. Não sei explicar, mas acho não combina. Podem ser coisas minhas, mas eu cá prefiro manter a ilusão de que vai ser um mascarado simpático a entrar pela chaminé. Bom Natal para todos!
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João Pedro Duarte
Uma Espécie de Sentido
Esfera do Caos, 12,90€

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