Alberto Riogrande | A Lua no teu Umbigo

1. O que representa, no contexto da sua obra, o livro «A Lua no teu Umbigo»?
R- A lua no teu umbigo é o fim de uma viagem. Pelas emoções, pelos afectos, paixão, encontro, desencontros, pelos trilhos nem sempre fáceis da crepitação da alma e da carne. Ou o seu contrário. Sou professor e não profissional da escrita. Basicamente, um sonhador inveterado. É um livro de textos muito intensos e sensoriais, que remetem para um erotismo sofisticado e envolvente. Presente na maior parte dos poemas. Um colega e amigo, professor de literatura durante anos, gostou muito de três ou quatro textos que lhe mostrei. E convenceu-me a trazê-los à luz. A publicá-los. E a partilhar com os prováveis leitores o que a alma ditou.

2. Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- A ideia do livro surgiu num período de caos existencial. Apesar de ser incentivado para escrever, o que acontece com muita frequência, tão pouco me tinha pasado pela cabeça publicar o que fosse, muito menos poesia. Apesar do meu apego, do meu encanto , por esse tipo de registo.
Durante um longo período da minha vida, fui um leitor insaciável. Lia incansavelmente, retirando um maravilhado prazer da leitura e das palavras. E nessas viagens, a poesia ocupava um lugar destacadíssimo.

3. Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Quando acabei o conjunto de textos que constitui A lua no teu umbigo disse-me que não escreveria nem mais uma palavra. Era o fim de um período. De um ciclo maravilhado e infernal. Acabei por me contradizer. E escrevi mais umas dezenas de textos, que o meu editor publicará no próximo ano. Ou no outro.
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Alberto Riogrande
A Lua no teu Umbigo
Esfera do Caos, 12,90€

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