Diga não ao cruel comércio da morte.

Pequenas grandes histórias

Já li em diversas entrevistas com os mais variados autores que escrever histórias pequenas ou contos tem uma dificuldade muito superior a escrever uma história para um livro todo. Dizem que é preciso saber bem o que se quer contar para, no pouco espaço que lhes está destinado, escreverem tudo conseguindo torná-las interessantes.
Não é a primeira vez que Jeffrey Archer escreve um livro de pequenas histórias (recordemo-nos de Contos de um Gato Vadio ou Quem Conta um Conto) mas Uma Ponta de Verdade é o mais recente e um dos melhores livros do autor neste estilo.
Personagens diferentes, espaços diversificados e finais sempre surpreendentes. Desta vez somos levados a conhecer histórias (a maior parte delas verídicas) que vão desde a paixão pelo golfe, à comemoração dos 100 anos de um casal, ao amor na Índia e ao falso amor em qualquer lugar.
Jeffrey Archer é um dos melhores romancistas da actualidade, cujos livros se transformam quase sempre em “best-sellers” – não é por acaso que já vendeu 120 milhões de cópias em todo o mundo.
O antigo membro da Câmara dos Lordes até aproveitou a experiência de detenção – foi condenado a quatro anos de prisão em 2001, após um processo judicial de perjúrio –, dando a origem a mais um sucesso: Diário da Prisão.
Agora, e depois dos fenomenais Kane e Abel, Devemos Contar à Presidente? e Falsas Impressões (entre muitos outros) chega às livrarias portuguesas o excelente Uma Ponta de Verdade.
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Jeffrey Archer
Uma Ponta de Verdade
Publicações Europa-América, 21,50€