Filipa Fonseca Silva | Os 30-Nada é Como Sonhámos



1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Os 30-Nada é Como Sonhámos»?
R- É o primeiro filho, logo, vai ter sempre um lugar especial, mesmo se vier a publicar outros cinquenta livros. Posso dizer que representa o começo de algo que espero vir a fazer por muitos anos.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Não foi tanto uma ideia, mas antes uma constatação do que passa pela cabeça de muitas pessoas quando passam a barreira dos trinta. Será que fiz as melhores escolhas ? Será que vou encontrar um grande amor? Será que estou com a pessoa certa? Será que a vida é só isto? Será que ainda vou a tempo de mudar tudo? Será que um dia vou ter uma família, uma casa própria, uma carreira? Enfim, há muitos estereótipos do que deve ser a vida de alguém com mais de 30 anos e é na minha geração que estes estereótipos estão a começar a cair. Também as noções de família, de carreira, de amor estão a mudar. Comecei a sentir isso nas conversas com os meus amigos, nas histórias que fui ouvindo de pessoas de diferentes origens e até de diferentes países. Senti a necessidade de falar deste sentimento, desta geração. Embora o livro não seja só para as pessoas desta geração. No fundo, é uma história de amores e amizades.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Estou a começar a dar os primeiros passos num novo romance. Mas são mesmo os primeiros passos. Ainda só escrevi dez páginas. Não sei para onde vai nem se daqui a um tempo surgirá outra ideia que porá esta de lado. Para já, só posso adiantar que não é sobre os trinta.
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Filipa Fonseca Silva
Os 30-Nada é Como Sonhámos

Oficina do Livro

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