A longa viagem

Qual a relação entre um homem chamado Gino, que desertou durante a guerra, e uma jovem refugiada com o nome de Maria, que assistiu aos terrores da guerra?
Qual o valor que a vida tem, quando durante anos e anos ela tem de ser vivida às escondidas e por nenhum motivo ser revelada a verdadeira identidade de quem a vive?
Existe o direito de escolha?
Qual poderá ser o resultado da mistura entre: cinema, poesia e política? Talvez nenhuma ou pelo contrário, tudo. Os meios em que cada uma desenvolve-se, podem ter influências ou poderão ser o ponto de partida/chegada de cada uma delas. A guerra, seja ela de curta ou de longa duração, deixa sempre marcas, cicatrizes, medos, terrores e pesadelos que por vezes são difíceis de apagar da nossa mente.
A poesia quase sempre surge associada a sentimentos de amor ou de paixão, mas quando nasce da dor pode ser a única forma de projectar, apaziguar ou dar liberdade aos sentimentos que foram guardados, ou estiveram demasiado tempo enclausurados.
“O dia claro” é uma história complexa e até mesmo dura de duas vidas que irão cruzar-se, ligar-se e desligar-se ao longo dos tempos. Vidas que tiveram de lutar para encontrar formas de sobreviver num mundo que nem sempre é justo.
Quando não existem mais soluções, respostas na psicologia ou psiquiatria, muitas das vezes o cérebro humano vai procurar onde nunca jamais imaginou encontrar liberdade para suas mentes inquietas. Mas nem sempre o desenlace é feliz, porque o caminho escolhido aparentemente pode ser a solução, a resposta, mas na maior parte das vezes leva à condenação do homem.
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Julio Moreira
O dia claro
Oficina do Livro, 14,90€

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(C) Vieira da Silva

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