Duelo no tribunal

Para quem gosta de uma boa trama psicológica com um tribunal como pano de fundo, “Inocente” é a escolha certa, sobretudo se o leitor não se importar de permanecer acordado noite fora, pois é (quase) impossível resistir à vontade de conhecer o final.
O novo livro de Scott Turow é a sequela do seu best-seller “Presumível Inocente”, que foi adaptado ao cinema por Alan J. Pakula, tendo Harrison Ford num dos principais papéis.
Quem não leu a primeira obra nada tem a temer, pois facilmente apanha o fio à meada e acompanha “Inocente” sem qualquer dificuldade.
Mais de duas décadas depois de ter sido acusado de homicídio e ser considerado inocente, Rusty Sabich – já não procurador mas juiz de um tribunal de apelação e a concorrer a um posto que é o topo da carreira – volta a sentar-se no banco dos réus sob a mesma incriminação… desta vez de ter assassinado a sua própria mulher.
A representar a acusação está Tommy Molto, nada mais nada menos que o procurador responsável pela acusação de há duas décadas – mas que agora é já procurador-geral.
Tão excitante como as sessões do julgamento – páginas francamente empolgantes – é a narrativa sobre cada um dos personagens, escritas na primeira pessoa e descrevendo na perfeição sentimentos, sensações, ambientes, memórias.
Para os fãs de Scott Turow, a qualidade deste livro não surpreende – ou não fosse ele o autor de obras como “O Medo dos Bravos” e “Juiz Por Um Fio”.
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Scott Turow
Inocente
Publicações Europa-América, 24,50€

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(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.