Maria João da Câmara | O Pecado e a Honra

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Pecado e a Honra»?
R- É um romance diferente uma vez que pretendi, antes de mais, escrever uma saga familiar. Nos livros anteriores a componente “policial” era muito mais forte o que me obrigava a uma narrativa intercalada cronologicamente, de forma a criar suspense.
Em “O Pecado e a Honra” o tempo é mais linear, ele flui à medida que se desenrola a história das três gerações de uma família e à medida que vão surgindo os vários personagens. Uns reais e outros não.
A história familiar vai-se enredando na História de Portugal, ao longo de todo o século XVI.
Sendo também um retrato da vida quotidiana nos seus vários aspectos, percorro os ambientes da corte portuguesa em momentos históricos importantes e entrelaço-os com a vida desta família. Esta vai vivendo, à sua maneira, muitos dos acontecimentos que conhecemos bem, como a chegada da primeira nau vinda da Índia, a divisão do Brasil em capitanias ou a batalha de Alcácer-Quibir...
Também dei mais voz às personagens femininas que naquela época eram, na sua maioria, absolutamente dominadas pelos homens. Mas eu acredito que algumas, apesar de tudo, conseguiram  impor-se, proteger-se entre si, ter alguma voz ou serem elos familiares importantes.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- A ideia surgiu quando nas minhas investigações deparei com um relato de um genealogista – Felgueiras Gaio – sobre uma senhora (que no romance é Teresa) de quem não sabiam quem era o pai; o genealogista aventa a possibilidade de ela ser filha de D. Manuel e de uma freira de Odivelas e que este a teria dado a um seu desembargador para a criar... Foi o mote para começar.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Ainda não tenho nada definido, mas provavelmente escreverei a continuação desta saga.
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Maria João da Câmara
O Pecado e a Honra
Oficina do Livro, 15,50€

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(C) Vieira da Silva

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