Regresso ao passado

Neste livro o autor faz uma visita há sua adolescência, tentando seguir os passos dos seus antigos colegas, amigos, os locais e costumes de um Minho que o viu crescer, moldar o seu carácter e partir para outras terras.
Com a “desculpa” de retratar a evolução do contrabando do Minho desde a sua adolescência; dos finais da década de 40, até aos anos 90, o autor volta viver o seu passado. Percorrendo terras e lugares, descrevendo o passado e o presente, como se fosse um pecador no purgatório há procura de redimir pecados antigos ou espiar culpas.
Retrata o procedimento e rituais desse tempo entre guardas; na figura de seu pai (guarda), e os contrabandistas na figura dos seus amigos e familiares, naquilo que foi o contrabando das décadas de 40 e 50. Retrata o Minho do “antigo regime”, a vizinha Espanha, assim como a suas gentes e modos de vida.
Com a ajuda da polícia, de um jornalista e dos seus antigos colegas que eram do mundo do contrabando, ele consegue descrever a evolução do contrabando até aos dias mais recentes e principalmente a importância e tipo de produtos que são traficados.
Sem deixar de retratar as suas paixões e a descoberta pelo gosto da leitura na sua adolescência, ele acaba por descrever a prisão e o alheamento em que vivia nessa altura e na posição, idêntica, que acaba por se colocar durante a investigação: refém tanto das autoridades como dos traficantes.
Mas como lhe disse Picasso «tudo acaba por se arranjar, meu rapaz, o principal é saber usar la coca.»…«La coca, hombre, la cabeza, la tête! Só se precisa dessa. O resto…».
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J. Rentes de Carvalho
La Coca
Quetzal , 13.55€

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(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.