Manuel Jorge Marmelo | Somos Todos um Bocado Ciganos


1- O que representa, no contexto da sua obra o livro "Somos Todos um Bocado Ciganos"?
R- É o meu 12º romance, mas é também uma espécie virar de página. Os últimos quatro (Os Fantasmas de Pessoa, Aonde o Vento me Levar, As Sereias do Mindelo e Uma Mentira Mil Vezes Repetida) eram livros que tinham no seu centro a própria literatura e uma reflexão sobre os seus limites e possibilidades. Somos Todos Um Bocado Ciganos é, nesse sentido, um regresso a uma forma mais desarmada de contar e a uma certa depuração estilística. A única coisa que se mantém é a investigação em torno dos fenómenos de intolerância e segregação.

2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?

R- Quis explorar a possibilidade de contar o mundo a partir dos olhos de um miúdo cigano que vive num circo pobre e que vai descobrindo os impulsos da adolescência e a sua circunstância social; o modo como percebe a estranheza dos outros e a forma como percepciona aquilo que o rodeia.

3- Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- O lançamento de dois livros num curto espaço de tempo, com os compromissos que isto implica, somados aos que tenho habitualmente, não me têm permitido escrever grande coisa, se se exceptuarem as crónicas do autocarro que escrevo no meu blogue. Mas pretendo retomar dois projectos de há algum tempo, um livro de contos e uma ficção em torno da personagem do meu trisavô.
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Manuel Jorge Marmelo
Somos Todos um Bocado Ciganos
Quetzal Editores, 13,30€

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(C) Vieira da Silva

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