Filipe S. Fernandes | À Minha Maneira



1-De que trata este seu livro "À Minha Maneira: Como Salazar Resolveu o Grande Escândalo Financeiro do Estado Novo"?
R- Este livro conta a história dos problemas que o BNU enfrentou em 1931 quando esteve à beira da falência. Na época o BNU era o banco emissor para o império colonial português, excepto Angola, tinha uma presença significativa no Brasil e bancos em Londres, Paris e Nova Iorque e era detentor da maior rede bancária em Portugal. Portanto, era uma séria ameaça ao sistema financeiro português quando se estava em plena Grande Depressão e Oliveira Salazar tentava cimentar o seu poder.

2-De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Gostava de mostrar as tensões e o modo como se tomavam decisões na época e mostrar que, apesar de Portugal ter atravessado a crise de 1929 com aparente calma, houve momentos em que era precisava nervos de aço para manter o equilíbrio.

3-Na sua investigação encontrou semelhanças entre este caso que envolveu o BNU e o mais recente caso centrado no BPN?
R- Há algumas semelhanças mas há sobretudo grandes diferenças na forma como as crise do BNU e do BPN foram geridas. A principal semelhança é que em ambos os casos as dificuldades eram conhecidas mas foi-se deixando seguir e, por outro lado, ninguém tinha a noção da dimensão dos buracos financeiros. A principal diferença é que a gestão que resgatou o BNU era de grande qualidade e dedicava-se a tempo inteiro à gestão do banco.
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Filipe S. Fernandes
À Minha Maneira: Como Salazar resolveu o Grande Escândalo Financeiro do Estado Novo
Matéria-Prima, 15,50€

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(C) Vieira da Silva

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