M. Margarida Marques | Lisboa Multicultural

1- De que trata este seu livro “Lisboa Multicultural"?
R- Instalados nas zonas antigas da cidade ou nas partes mais recentes, concentrados ou dispersos na malha urbana, aglomerados em espaços marcados pela presença de minorias ou não, inscrevendo-se na oferta de comércio banal ou apresentando-a como específica a uma determinada cultura, conjugação de culturas ou «multicultural», os migrantes são hoje parte do metabolismo da cidade de Lisboa e contribuem para a construção dos seus ambientes cosmopolitas ou castiços, lusófonos ou étnicos, globais ou locais. Como se enquadram estes recém-chegados na vida quotidiana da cidade? Com que consequências para si próprios e para a própria cidade? Em cidades tornadas «criativas» e actores à escala global que oportunidades se abrem à participação dos migrantes e dos seus descendentes e com que reflexos no espaço público?

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Os migrantes são hoje parte do metabolismo de Lisboa e contribuem para a construção do ambiente cosmopolita da cidade, com tradução em termos económicos e culturais. Os proveitos que daí advêm para os próprios migrantes e os seus descendentes, contudo, não são directos, nem têm expressão simples; nalguns casos, podem até ser insuficientes para subtrair segmentos desta população a estatutos marginais.

3-Pensando no futuro: que caminhos está a percorrer a sua investigação e o que está a escrever neste momento?
R-As migrações ocupam hoje um lugar central na agenda europeia. A “gestão das migrações” tem vindo a abranger novas áreas de intervenção, envolvendo uma diversidade crescente de agentes e parcerias. Como se tecem essas parcerias? Com que efeitos para as sociedades e economias de origem e destino dos migrantes? E com que consequências para os próprios migrantes? Estas são algumas das questões que a autora pesquisa agora.
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M. Margarida Marques
Lisboa Multicultural
Fim de Século, 38€

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(C) Vieira da Silva

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