Manuel Jorge Marmelo | Macaco Infinito

1-0 que representa, no contexto da sua obra, o livro "Macaco infinito"?
R- Não é muito fácil responder a essa pergunta. No essencial, é só mais um livro. Tem, todavia, uma importância simbólica, já que assinala os vinte anos da minha actividade literária, e, por outro lado, tenta desenvolver e aprofundar algumas questões que têm sido recorrentes nos romances anteriores.

2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Quis escrever um livro com um enredo confuso e desvairado como o tempo que vivemos e, por isso, também um pouco cru, arisco e doloroso como a imagem de uma criança refugiada morta na praia. E quis também explorar a ideia segundo a qual a imensa capacidade evolutiva do homem, as enormes capacidades que temos, nem sempre é orientada de um modo que pareça racional e humano. No fundo, somos um macaco infinito que frequentemente se perde no caminho e que, acossado, é tomado pela fúria e pela perversidade. Em  vez de criar laços e pontes, ocupámo-nos na construção de muro e de cercas.

3-Pensando no futuro, o que está a escrever neste momento?
R-Nada. O tempo para escrever é cada vez mais escasso, a disponibilidade mental também.
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Manuel Jorge Marmelo
Macaco Infinito
Queixal, 16,60€

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(C) Vieira da Silva

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