Francisco Moita Flores | O Mensageiro do Rei

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro “O Mensageiro do Rei”?
R- É um romance sobre um tempo pouco conhecido, tal foi a rapidez com que passou o reinado de D. Manuel II. Porém, é um texto de evocação de memórias e de aventura pelos estranhos caminhos do amor. Do amor impossível de D. Manuel II, dos amores impossíveis quando se vive um tempo de tumulto e frenesim que teria o seu ponto alto com a implantação da República.

2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Desvendar um pouco do Portugal desconhecido que, ainda hoje, nos habita, pese ter passado mais de um século. Aliás, ajuda a explicar aquilo que somos hoje. A mesma pobreza, o mesmo subdesenvolvimento, as mesmas lutas políticas inócuas e sem objectivos nacionais. Por outro lado, queria comemorar os meus trinta e cinco anos de carreira literária com uma história diferente, onde me partilhasse com os meus leitores. Daí o recurso ao cinema, a narrativas dramáticas muito teatrais ou televisivas, sem nunca abandonar o fio condutor da história que vos entrego n'O Mensageiro do Rei.

3- Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Neste momento tenho projectos, mas não estou a escrever. Este romance foi lançado há cinco dias e ainda estou muito envolvido com os seus personagens e enredo. Preciso de tempo de para respirar. Depois se verá.
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Francisco Moita Flores
O Mensageiro do Rei
Casa das Letras, 16,90€

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(C) Vieira da Silva

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