Inês Lourenço | O Jogo das Comparações


1-O que representa, no contexto da sua obra o livro “O Jogo das Comparações”?
R- É uma sequência mais maturada, suponho, das temáticas da minha poesia, ao longo dos livros já publicados. Como digo num poema deste “Jogo”, “um poema é sempre uma pergunta/sem resposta”. Assim, quanto mais afastados são os sentidos das palavras, mais apetece conjugá-los. E andar de interrogação em interrogação. Alguém disse que “a poesia é a coincidência dos opostos”. Que talvez seja impossível no real, mas que é possível no texto poético. Assim estas minhas comparações quase sempre incomparáveis.

2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Como acabei de afirmar, as comparações incomparáveis, que   em poesia se realizam através da metáfora, que é a rainha de todas as comparações, pois alia duas áreas semânticas muito diversas. O livro tem ainda mais dois ciclos de poemas sob o signo das “coisas mínimas”, como “teias” e “pequenas pátrias”.

3- Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Sempre tenho o vício de andar a engendrar verbalizações fora do senso-comum. Há sempre projectos para um outro livro, seguindo ou não um roteiro prévio. Assim se passa, neste momento, com um livro em construção. Tenho igualmente o intuito de voltar às micro-ficções com uma nova edição revista e aumentada de “Ephemeras”, que saiu na Companhia das Ilhas em 2012, em pequena tiragem, já esgotada.
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Inês Lourenço
O Jogo das Comparações
Companhia das Ilhas, 12€

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