Fernando Cardoso/Ileana P. Monteiro | Liderança de Equipas na Resolução de Problemas Complexos



1-De que trata este vosso livro «Liderança de Equipas na Resolução de Problemas Complexos»?
R- Este livro tem como finalidade apresentar um caminho possível para potenciar a colaboração entre a gestão e os empregados, organizados em equipas de desenvolvimento de projetos de inovação, em empresas, instituições do Estado, ou organizações de caráter não lucrativo. Os conteúdos, dirigidos às organizações em geral, procuram aprofundar reflexões sobre a natureza da criatividade e da inovação; a liderança de grupos na perspetiva da facilitação; e a utilização do método Resolução Criativa de Problemas (RCP) como forma de trabalho em equipa.

2-Ao longo da obra, estabelecem uma ligação forte entre liderança e resultados na inovação: porquê? 
R- O método apresentado para a resolução de problemas está orientado para a execução e destina-se a canalizar a criatividade individual para projetos coletivos de inovação, rentáveis para a organização. A ação de liderança não é aqui apresentada sob a forma de teorias mas sim de comportamentos que, se adotados, podem ajudar a produzir melhores resultados pelas equipas de projeto. Este tipo de liderança, aqui designado por facilitação, não é mais que a descrição de formas de conseguir os melhores resultados possíveis a partir dos conhecimentos e da criatividade existentes. Facilitar grupos é conseguir decisões consensuais, que sejam obtidas por forma a que cada um as perceba como suas, levando-as a cabo com um grau de compromisso muito diferente do que aconteceria se essas decisões fossem da gestão, ou mesmo por maioria.  

3-De que forma a resolução criativa de problemas complexos pode acrescentar valor às organizações de pequena e média dimensão?
R-A inovação organizacional, em que se insere o método de resolução de problemas, tem por finalidade adicionar a reflexão às tarefas do dia a dia, tornando rotina aquilo que é exceção – o contributo de cada colaborador para além das funções que lhe estão cometidas – e tornar a inovação uma forma de estar na empresa. A intenção é que um número cada vez maior de colaboradores possa estar, direta ou indiretamente, ligado a um ou mais projetos, sem prejuízo do desempenho das suas funções normais e execução das tarefas diárias que lhe competem. Isto, claro está, sem aumento significativo do tempo de trabalho dedicado à empresa mas antes com a sua racionalização. É na manutenção do equilíbrio entre as rotinas da empresa, geradoras de formas automáticas de resolução de problemas, e a criação de novas capacidades, indutoras de mudança, que continuará a situar-se o primado das pessoas na evolução das organizações. E esse primado é ainda mais importante nas organizações de menor dimensão, que não têm possibilidades de dispor de centros de investigação, consultores especializados ou de recrutar talentos que já disponham do conhecimento necessário.
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Fernando Cardoso/Ileana P. Monteiro
Liderança de Equipas na Resolução de Problemas Complexos 
Edições Sílabo  16,90€

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