Hernâni Carvalho | O Índice da Maldade

     (Foto: Neusa Ayres)

1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «O Índice da Maldade»?
R-A encomenda foi da SIC e da Editora Guerra e Paz. Pediram-me que escrevesse acerca dos temas que abordo diariamente no programa das manhãs da SIC. Em boa verdade, muito do que ali abordamos passa pela Maldade. Esta é provavelmente a característica humana menos conhecida. A Maldade inclui em si a delícia e o prazer da observação e participação no sofrimento e/ou na morte do outro. E portanto, numa abordagem diferente, procurei descrever factos, sem rodeios e sem pretensões. Como, porquê e de que forma é que a Maldade caminha e opera no cérebro de alguns, foi o que pretendi explicar no livro, de forma simples e acessível. Usar a Escala do Dr Michael Stone ajudou muito a sistematizar e a enquadrar a apresentação dos casos portugueses.

2-Será que estamos a deixar de ser o tal «país de brandos costumes»?
R-Talvez. Portugal ainda é um país seguro. As forças de segurança têm um contingente mais do que suficiente, mas muito mal distribuído, com funções espúrias e politicamente muito mal comandando. Não há maus exércitos, há maus generais…

3-De todos os casos investigados que aborda no livro, quais o que mais o impressionaram ou surpreenderam?
R-Todos os casos que envolvem crianças de tenra idade nos tocam. Mas saber que o Violador de Telheiras, já depois de preso, enviou notas de 20 euros às suas vítimas é preocupante. Mesmo depois de presos, os agressores têm acesso total aos dados e à vida das suas vítimas. Preocupante.
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Hernâni Carvalho
O Índice da Maldade
Guerra e Paz  15,50€

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