João Barrento | Goethe: O Eterno Amador

1-Como nasceu em si a admiração por Goethe que é evidente neste seu novo livro?
R- Posso dizer que essa admiração – que não é incondicional, e o livro também dá conta disso! – terá nascido com uma professora de Literatura Alemã nos meus tempos de estudante, que me despertou para a dimensão múltipla de um autor como Goethe e sobretudo de uma obra que me acompanhou ao longo da vida, o Fausto. Depois, a minha própria actividade docente, em que Goethe esteve sempre presente, e as muitas ocasiões em que ele veio ter comigo, em colóquios e comemorações, e sobretudo através da tradução de várias obras.

2-Qual a ideia que esteve na origem desta obra em que conjuga ensaio, biografia e história?
R- A intenção subjacente a este livro foi a de dar uma imagem tão abrangente quanto possível da obra, da vida e dos tempos do autor, em grande parte aproveitando textos escritos por ocasião da grande edição de Obras de Goethe, do Círculo de Leitores, entre 1991 e 1993. Este livro recupera e actualiza muito do que escrevi nessa ocasião, completando outros capítulos com textos posteriores.

3-Que percurso de leituras sugere a quem deseje entrar na obra de Goethe?
R- A Obra de Goethe é tão ampla e tão diversa que não é fácil sugerir leituras ou portas de entrada nesse universo, que não é apenas literário, mas também científico, autobiográfico, etc. O próprio Goethe talvez dissesse: Comecem pelo princípio, ou seja pelo Werther. Eu acrescentaria, abrindo para outros géneros e tipos de escrita: a primeira parte do Fausto (um «drama de conhecimento» e uma «tragédia burguesa» mais abarcávels do que a incomensurável segunda parte), um diário muito revelador como é a Viagem a Itália, e um romance moderno e intrigante como As Afinidades Electivas (à excepção do Fausto, as três obras referidas têm reedições recentes da Bertrand).
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João Barrento
Goethe: O Eterno Amador
Bertrand   17,70€

João Barrento na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

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