Valter Hugo Mãe | Publicação da Mortalidade


1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Publicação da Mortalidade»?
R- Regressar à poesia, criar a paz possível com essa que foi a minha maior educação, a minha principal oficina, é-me muito importante. Talvez nada do que escrevo faça sentido sem a presença deste volume. Na rarefacção do verso estão contidas minhas ocupações principais, a minha identidade. Todos os romances, de algum modo, são obras depois da poesia, no sentido em que o verso encontrou primeiro tudo quanto me define. O meu trabalho não teria completude sem este passo, sem este livro.

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Sendo uma antologia de quanto escrevi, em mais de 22 anos de poesia, este é um livro de livros, de todas as ideias. Como antologia, importou-me depurar. Permitir que sobrem apenas os poemas que fazem sentido na vida de alguém agora com 46 anos de idade, após tanta descoberta e tanta perda. Vejo este livro como um exercício da razão possível sobre o universo subjectivo, mas não impune à avaliação, que é a poesia. Gosto de pensar nele enquanto proposta decente para o poeta de hoje, para o leitor de hoje.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Acabei de entregar um livro para leitores de todas as idades. Ainda revejo provas. É o que me tem ocupado nas últimas semanas. O último texto nesta esteira que publiquei tem alguns anos. Visito muitas escolas, gosto da oportunidade de motivar alunos e professores para uma educação mais criativa. É-me cada vez mais irresistível escrever algo que possa participar na instrução dos leitores para os valores fundamentais da humanidade.
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Valter Hugo Mãe
Publicação da Mortalidade
Assírio e Alvim 18,80€

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(C) Vieira da Silva

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