Luís Costa Ribas | Uma Vida em Directo

1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «Uma Vida em Directo»?
R - Há, no acumular de reportagens de uma carreira, momentos pessoais, de bastidores, ou insuficientes para serem incluídos no trabalho do dia. Tomados no seu conjunto, contextualizados adquirem nova vida. “Uma Vida em Directo” faz isso, acrescentando a reinterpretação de momentos públicos e revelando as aventuras por detrás das reportagens.

2-Escreve que a sua vida como jornalista lhe permite «a urgência de chegar à essência da vida»: como sente estes tempos de fake news?
R - Estamos cercados por tubarões que pretendem destruir o jornalismo para tentarem destruir a democracia. Cumpre-nos lutar pela sobrevivência de um pilar essencial da democracia que está a ser atacado de fora, por forças autoritárias, e de dentro pois dois tipos de mau jornalismo: o deliberadamente malévolo e vendido; e o inocente e idiota que aceita a mentira como contraditório da verdade, como se aí residisse a imparcialidade.

3-Com tantos anos de jornalismo e com tantas experiências em centenas de situações, o que mais o surpreendeu agora que vez esta viagem ao passado?
R - A imorredoura resiliência humana, alimentada pela esperança. A infinita capacidade humana para a maldade a que se contrapõe a permanente e teimosa expressão da bondade.
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Luís Costa Ribas
Uma Vida em Directo
Publicações D. Quixote  16,60€

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(C) Vieira da Silva

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