Diga não ao cruel comércio da morte.

Relembrar Augusto Abelaira (1926-2003)

“Augusto Abelaira, um amigo também”: este é o mote da sessão que decorrerá no Auditório da Biblioteca Nacional (Lisboa), no dia 19 de Setembro, pelas 18h.
Este encontro decorre no âmbito da exposição “Augusto Abelaira e o continuum narrativo”, patente na BNP até 29 de Setembro, e contará com as intervenções da jornalista Maria Antónia Palla (“Augusto Abelaira, um amigo também”) e do professor da Universidade de Aveiro Paulo Alexandre Pereira (“Outrora, agora. Ler Augusto Abelaira hoje”).

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Esta exposição evocativa de Augusto Abelaira (1926-2003) pretende mostrar ao público em geral o seu espólio incorporado na BNP, entre 2004 e 2015, por doação da sua filha, Ana Sílvia Abelaira.
A exposição é composta por cinco núcleos. Num primeiro, situa-se o escritor no quadro familiar, mostram-se os escritos da sua infância e juventude, designadamente os jornais autógrafos que o jovem Abelaira preparava e fazia circular em família.
O segundo, que cobre um período que vai dos anos 40 a 1959, mostra, por um lado, os interesses culturais e as sociabilidades de Augusto Abelaira e, por outro, as suas primeiras obras, inéditas, os primeiros textos publicados (poesia e ensaio), os registos dos seus percursos académico e profissional, bem como do seu envolvimento cívico e político. 
O terceiro núcleo, cujas balizas cronológicas vão de 1959 até 1974, abre com a primeira obra publicada, em edição de autor, A Cidade das Flores, ao mesmo tempo que mostra os processos de trabalho subjacentes a algumas das reedições. Apresentam-se também as primeiras edições da sua ficção (romance e teatro), publicada nesse período. 
Ainda neste núcleo, expõem-se aspetos da atividade cívica do escritor, tais como a participação no júri que atribuiu o 1.º prémio a Luuanda, de Luandino Vieira, e que levou ao encerramento compulsivo da Sociedade Portuguesa de Escritores, a sua passagem pela direção da revista Seara Nova e os trabalhos para a edição das Obras completas de António Sérgio. 
No quarto núcleo, a partir de 1974, assinala-se o Abelaira cronista a par do ficcionista. Sublinha-se ainda a sua passagem pela redação do jornal O Século, pela direção da revista Vida Mundial, bem como a participação em O Jornal e no JL. Jornal de Letras, Artes e Ideias. 
Completa-se a exposição com as suas traduções, prefácios e revisões técnicas, e uma seleção de teses académicas sobre a sua obra literária. Por último, evocam-se os cafés, locais de trabalho e de tertúlia de eleição para Augusto Abelaira. (Texto da Biblioteca Nacional; desenho de João Abel Manta.)
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Biblioteca Nacional
Campo Grande, 83
Lisboa. Portugal