Diga não ao cruel comércio da morte.

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Filipa Fonseca Silva | Odeio o Meu Chefe

1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «Odeio o Meu Chefe»?
R- Não foi bem uma ideia, foi mais a constatação de que ,tal como eu a da da altura, muita gente estava a sofrer ou já tinha sofrido com maus chefes. Quanto mais falava do assunto, mais histórias surreais me contavam, ao ponto de começar a coleciona-las e decidir mostrá-las na forma de um cartoon.

2-Este livro pode ser considerado um livro de auto-ajuda em contexto empresarial?
R- Pode ser de auto-ajuda se considerarmos que rir é uma maneira de lidar com os abusos de certas chefias. Ou se nos consolarmos com o facto de não estarmos sozinhos nesse sofrimento. Também poderia servir de auto-ajuda para muitos maus chefes, se estes tivessem a capacidade de se ver ao espelho neste personagem que criei e que não é mais do que uma caricatura com um pouco de todos os maus chefes que protagonizaram as histórias (absolutamente reais) descritas no livro.

3-Enquanto não desaparecem, como podemos lidar com chefes que odiamos: quais os seus 3 melhores conselhos?
R- Há três estratégias que podem ajudar muito: (1) dizer que sim a tudo o que ele diz, como se faz com os malucos, e depois fazer o que achamos correcto, até porque na maioria das vezes ele não sabe o que andamos efectivamente a fazer; (2) apresentar-lhe ideias ou soluções de forma a que ele ache que foi ele que as teve e assim aprovar o trabalho; (3) fugir. Sei que não é fácil e nem sempre é possível, mas ele não vai melhorar, acreditem.
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Filipa Fonseca Silva
Odeio o Meu Chefe
Bertrand  15,50€

Filipa Fonseca Silva na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

Jorge Remondes | Marketing Highlights. O Presente e o Futuro

1 - Qual a ideia que esteve na origem deste livro “Marketing Highlights”?
R - A ideia deste novo livro de marketing em Portugal foi abordar não todas, mas 10 das áreas de aplicação do marketing mais relevantes no presente e com uma tendência crescente de importância no futuro. Tal ideia só poderia ser concretizada se desenvolvida com a colaboração de vários especialistas em cada uma das áreas, a saber, Ana Canavarro (Marketing de Retalho), António Paraíso (Marketing de Luxo), Carolina Afonso (Marketing Verde), Danuta Kondek (Marketing de Exportação), Isabel Marques (Marketing Turístico), Jorge Lopes (Marketing Cultural), Jorge Remondes (Marketing Interno), Leonor Reis (Marketing Pessoal), Paulo Madeira (Marketing Ético) e Sandra Alvarez (Marketing Digital).

2 - Como este livro comprova, o Marketing está mesmo a chegar a todas as áreas da actividade humana e das organizações. Mas, será que consegue manter um perfil ético de actuação?
R - O facto do marketing chegar a todas as áreas e organizações é uma evidência da sua importância para a gestão e profissionais. Por isso, só poderá e deverá ser ético.

3 - Que pistas lança este livro para o marketing do futuro?
R - Em cada uma das 10 áreas analisadas foram identificadas implicações para o futuro. Aqui seria demasiado extenso e moroso explanar todas as pistas, mas destaco o facto de o digital ser uma variável comum a todas as áreas de aplicação do marketing assim como a necessidade de olharmos para mercados cada vez mais vastos, sempre com uma estratégia de segmentação, branding e posicionamento adequada.
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Jorge Remondes (org.)
Marketing Highlights. O Presente e o Futuro
Chiado  17€

Férias? Sim, mais tempo para ler


As férias são um momento óptimo para recarregar baterias tanto do ponto de vista físico como intelectual. Normalmente, escolhemos livros mais ligeiros para estes dias de calor e sossego. Mas essa pode não ser a melhor opção. Se temos mais tempo e mais disponibilidade, podemos provavelmente ler livros que nos façam pensar um pouco mais e aprofundar temas que, muitas vezes, no azáfama diária do resto do ano não conseguimos.
Aqui fica uma lista de 20 livros editados este ano e que podem ser uma companhia ideal para os dias de férias. Boas férias e boas leituras!
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ENSAIOS

Rutger Bregman é o autor de um dos mais comentados livros de 2017: Utopia para Realistas. Podemos pensar que o tempo das utopias já passou. Bregman pensa exactamente o contrário: ainda há utopias pelas quais vale a pena lutar mesmo sendo realistas. O autor parte de uma base desafiante: um mundo sem fronteiras e sem pobreza. Será possível? A realidade que vivemos e conhecemos parece indicar-nos que é (mais) uma utopia. Mas Bregman mostra que é possível e cita Keynes para (nos) dar alento e vontade de também sermos realisticamente utópicos: "A dificuldade não reside nas novas ideias, mas em escapar às velhas".

John Mack escreveu um livro que para nós, portugueses, devia ser de leitura obrigatória nas escolas: Mar: Uma História Cultural. O mar faz parte da nossa história, da nossa vida e do nosso destino como povo. Mas, normalmente, não pensamos muito sobre ele ou não o estudamos para melhor o compreender. Esta obra é o livro que nos ajuda a ver o mar em múltiplas dimensões.

Marcus Du Sautoy defende que a ciência domina o mundo: "a ciência proporcionou-nos a melhor arma na luta contra o destino" e ajuda "não apenas no que toca à nossa luta pela sobrevivência, mas também à melhoria da nossa qualidade de vida". Mas terá limites? Até onde poderemos ir na busca permanente de mais e de melhor? Percorrendo várias áreas do conhecimento humano e da ciência, o autor  de O Que Não Podemos Saber coloca a hipótese de existirem matérias que não estarão ao nosso alcance. Mas o livro é uma fascinante viagem a inúmeros domínios em que a ciência faz, já hoje, a diferença.

Steven Pinker é um autor com uma vasta obra científica publicada e chega a Portugal através do seu mais recente livro: Os Anjos Bons da Nossa Natureza. Pinker é um investigador que tem pesquisado os mecanismos da mente, a linguagem, o papel da educação ou a essência da natureza humana. Neste livro agora editado, Pinker interroga-se sobre as razões porque tem diminuído a violência apesar de nós, enquanto observadores quotidianos, termos a sensação de que se passa exactamente o contrário: crime, violência, terrorismo são notícia (quase) constante. Estimulante a leitura porque interroga de forma consistente um conjunto de ideias feitas.

David Wootton e o seu livro A Invenção da Ciência contribui para uma clara e bem estruturada história da ciência: 800 páginas em que são abordados inúmeras temas que explicam não só a evolução como a realidade actual da ciência. Apresenta-se como uma "nova história da revolução científica" e, de facto, é isso mesmo.

Jean-Gabriel Ganascia faz uma introdução a um dos temas mais debatidos da actualidade: a Inteligência Artificial. O Mito da Singularidade não é um manual mas sim uma fonte de inspiração para esse mesmo debate nas inúmeras dimensões que o tema tem e para a avaliação das suas futuras consequências para as nossas vidas.

Emmanuel Todd aposta numa nova interpretação da história. O seu ponto de partida é pensar tudo numa perspectiva da longa duração dos sistemas familiares. Em Onde Estamos?, o autor procura novas explicações que não se baseiam no modelo mais tradicional da interpretação da história. Do seu ponto de vista, é nas estruturas familiares que devemos procurar novas e mais sólidas bases que nos permitam compreender o passado, interpretar o presente e pensar o futuro. 
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MEMÓRIAS

Raymond Aron é um dos intelectuais mais prestigiados que acompanhou com os seus escritos grande parte do século XX. As suas Memórias mostram-nos o seu olhar crítico e envolvido na história, na cultura e no debate político da Europa e da França. Com lucidez e com rigor, sem abdicar dos seus princípios e com um ponto de vista de quem foi, também, actor e não mero espectador.

Nelson Mandela, figura maior do século XX, escreveu vários livros de inegável importância. Acabam de ser editadas as suas Cartas da Prisão. São, ao mesmo tempo, um documento político e um testemunho pessoal (íntimo até) de alguém que ficará sempre na História e aqui se revela em múltiplas facetas. Indispensável para o conhecer.

Jaime Nogueira Pinto reeditou um ensaio (A Direita e as Direitas) e passa em revista 250 anos da história das direitas no mundo e em Portugal. Podemos dizer que já não faz sentido o debate esquerda/direita. Mas, o avanço dos populistas autoritários na Europa e a ascensão de Trump são bons motivos para pensar e compreender o contexto. Falta um livro destes que fale da(s) esquerda(s).
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GESTÃO E NEGÓCIOS

Nassim Nicholas Taleb reflecte sobre a importância do factor Sorte no mundo empresarial e no funcionamento dos mercados. O livro Iludidos pelo Acaso é um ponto de partida de alguma forma irreverente e ousado sobre algo que nem sempre estamos dispostos a aceitar como factor importante em decisões e na vida em geral.

Ryan Avent escreveu A Riqueza dos Humanos para reflectir sobre este nosso século XXI em que a evolução tecnológica está a mexer em muitas das facetas da nossa sociedade: no consumo, no trabalho, nos relacionamentos e na qualidade de vida. A incerteza é hoje uma dominante. Preocupa-nos o desconforto que sentimos quando pensamos no futuro das profissões e no emprego, no nosso nível de vida e na sua provável degradação. Este é um livro que pode gerar mais preocupação. Mas, se não pensamos nestes temas, um dia seremos surpreendidos e talvez, nessa altura, já pouco haja a fazer.

Daniel H. Pink é um nome destacado no panorama mundial e, desta vez, centra a sua atenção numa questão importante: qual o timing perfeito para tomar certas decisões ou para fazer muitas coisas. A definição do "quando" é importante e não surge do acaso. Quando resulta de uma investigação detalhada em que os contributos científicos da psicologia, da biologia e da economia tiveram uma papel essencial.

Kate Raworth parte de uma visão de economista para por em causa as bases tradicionais da economia como a conhecemos. A autora de Economia Donut constata, preocupada, que os decisores mundiais do século XXI estão a estudar hoje com base em pressupostos do século passado (ou mesmo do século XIX). A sua primeira intenção é repensar os termos em que a reflexão é feita e as matrizes que estruturam a educação e a distribuição do conhecimento. Nesse sentido, é um livro revolucionário porque aponta novos caminhos, novas ideias e procura novas respostas porque parte de perguntas diferentes. 
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TESTEMUNHOS

Michel Serres, um filósofo a escrever (e a questionar) sobre o nosso tempo e os (supostos) bons velhos tempos. Antes é que Era Bom é um ensaio e uma provocação que nos faz pensar nas diferenças efectivas que nem sempre recordamos quando dizemos com alguma nostalgia que "dantes é que era..." A nossa história mais recente nem sempre é brilhante e, por vezes, foi muito cruel, difícil e nada justa. Recordar e usar a memória com clareza ajuda muito a compreender e a valorizar os nossos dias.

Albino Forjaz de Sampaio escreveu este livro em 1926, mesmo antes da instauração do Estado Novo. Mas não pode ser considerado uma obra de propaganda embora tenha sido promovido pelo Secretariado da Propaganda Nacional. Agora, com uma distância de quase 100 anos o que podemos  ler em Porque Me Orgulho de Ser Português é um testemunho de alguém que apontava com clareza algumas das grandezas de um país e de um povo. Pode ser um texto datado mas é também um texto que podemos ler hoje com muito interesse, quando Portugal é um grande país reconhecido internacionalmente por muitos (e bons) motivos. Ter orgulho não faz mal à saúde.

Osseily Hanna viajou por diversos países em busca de projectos que, tendo a música como base, contribuem para combater a pobreza, a discriminação, a intolerância e outras formas de injustiça. Com o seu livro O Poder da Música revela um conjunto muito significativo de casos em que a música tem, de facto, um poder enorme para transformar as vidas das pessoas. 

Hermann Hesse escreveu os textos que compõem Uma Biblioteca da Literatura Universal no início do século XX e neles aborda um conjunto de ideias sobre livros, leituras, literatura e escritores. Em 1930, Hesse escreveu: "Dos muitos universos que o homem não recebeu em dom da natureza mas forjou par si próprio, extraindo-os do seu espírito, o universo dos livros é o mais vasto". Este livro é uma aproximação muito rica, profunda e diversificada desse universo.

Albert Einstein tem neste livro (Citações de Albert Einstein) uma das mais cuidadas recolhas das suas citações (da autoria de Alice Calaprice). A obra permite percorrer muitos tópicos das suas reflexões não tanto como cientista mas sim como homem do século XX, como observador muito atento do mundo e como pensador sempre estimulante sobre temas como a morte, o envelhecimento, os amigos, a música, a religião, política, ciência ou filosofia.

Yu Hua, escritor chinês, responde ao desafio de poder mostrar a China em apenas dez palavras: Povo, Líder, Leitura, Escrita, Lu Xun, Disparidade, Revolução, Raízes-de-Erva, Pirataria e Aldrabar. Como é óbvio, seria (quase) impossível retratar o imenso, diversificado e complexo país neste contexto. No entanto, com este livro ficamos com uma imagem e uma ideia da China muito forte. Yu Hua descreve de forma muito profunda a realidade, a história, a cultura e a sociedade. China em Dez Palavras é, sem dúvida, uma excelente porta que se abre e nos permite entrar num mistério que há muito intriga.
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1-Rutger Bregman, Utopia para Realistas (Bertrand: 17,70€)
2-John Mack, Mar: Uma História Cultural (BookBuilders: 18,90€)
3-Marcus du Sautoy, O Que Não Podemos Saber (Bizâncio: 22,01€)
4-Steven Pinker, Os Anjos Bons da Nossa Natureza (Relógio d'Água: 27,00€)
5-David Wootton, A Invenção da Ciência (Temas e Debates: 29,90€)
6-Jean-Gabriel Ganascia, O Mito da Singularidade (Temas e Debates: 15,50€)
7-Emmanuel Todd, Onde Estamos? (Temas e Debates: 22,20€)
8-Raymond Aron, Memórias (Guerra e Paz: 30,00€)
9-Nelson Mandela, As Cartas da Prisão (Porto Editora: 24,00€)
10-Jaime Nogueira Pinto, A Direita e as Direitas (Livraria Bertrand: 18,80€) 
11-Nassim Nicholas Taleb, Iludidos pelo Acaso (Temas e Debates: 18,80€)
12-Ryan Avent, A Riqueza dos Humanos (Bizâncio: 18,00€)
13-Daniel H. Pink, Quando (Gestão Plus: 16,60€)
14-Kate Raworth, Economia Donut (Temas e Debates: 19,90€)
15-Michel Serres, Antes é que Era Bom (Guerra e Paz: 13,00€)
16-Albino Forjaz de Sampaio, Porque Me Orgulho de Ser Português (Guerra e Paz: 12,20€)
17-Osseily Hanna, O Poder da Música (Bizâncio: 16,00€)
18-Herman Hesse, Uma Biblioteca da Literatura Universal (Cavalo de Ferro: 14,39€)
19-Albert Einstein, Citações de Albert Einstein (Relógio d'Água: 18,00€)
20-Yu Hua, China em Dez Palavras (Relógio d'Água: 17,00€)

Jorge Rodrigues | Regulação, Ética, e Governance

1. Qual a origem deste seu livro «Regulação, Ética e Governance»?
R- O livro “Regulação, Ética e Governance: O mercado da informação financeira” surge na sequência da prática e reflexão de matérias comportamentais em contexto profissional e na lecionação das mesmas em contexto académico, em cursos de segundo ciclo. O objetivo supremo foi sempre a ideia de que as organizações que funcionem bem e sejam respeitadas pelos cidadãos, contribuem para a obtenção de resultados melhores e mais sustentáveis, para a Sociedade. 

2. Ética e responsabilidade social das empresas: em muito casos parecem apenas adornos e não tanto práticas. Será assim?
R- As práticas de gestão dos recursos das organizações, de qualquer dimensão, têm vindo a sofrer modificações desde o início deste século, colocando maior ênfase em matérias do foro comportamental. Seja qual for o rótulo colado a estas estratégias, todas as organizações procuram disfrutar de legitimidade junto da sociedade onde se inserem, contribuindo para o seu desenvolvimento, procurando ser boas cidadãs. Nestes termos, a ética e a responsabilidade social das empresas estão implícitas…

3. De que forma é possível ultrapassar a profunda descrença dos portugueses nas suas instituições?
R- Esta profunda descrença da sociedade portuguesa nas suas instituições irá sendo progressivamente ultrapassada à medida que os jovens gestores forem disseminando valores, atitudes e comportamentos justos, para dignificar as organizações em que desenvolvem o seu trabalho, colocando-as a funcionar corretamente, envolvendo e motivando os seus recursos humanos, condição necessária para melhorar o desempenho da economia portuguesa. 
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Jorge Rodrigues
Regulação, Ética e Governance: O Mercado da Informação Financeira
RH Editora  21,50€

Maria João Tomás/Nuno Azevedo | A Internacionalização da Economia Portuguesa

1-Qual a ideia que esteve na base do livro “A Internacionalização da Economia Portuguesa”?
R-A ideia inicial foi criar um livro que explicasse as grandes teorias sobre a internacionalização de uma forma simples, acessível, mas rigorosa, e que juntasse também casos práticos. O objetivo é ajudar os alunos, mas também empresários e executivos, para que numa só obra consigam encontrar toda a informação que precisam. Por outro lado, o facto de reunirmos um conjunto de companhias portuguesas pode servir de inspiração para novos empreendedores, para verem como é possível, em Portugal, ter sucesso numa área tão arriscada. Por fim, achamos que seria um bom livro para o leitor comum conhecer a história de empresas do nosso país que muito nos orgulham.

2-Do seu ponto de vista, que aspectos estruturais são mais significativos na internacionalização das empresas portuguesas no século XXI?
R-São vários os fatores que devem ser tidos em conta quando se fala em internacionalização, e procuramos dar essa orientação na segunda parte do livro. Por outro lado, na terceira parte temos os CEOs responsáveis pelo percurso internacional das suas empresas a relatarem na primeira pessoa quais foram os passos e as decisões estruturais que tiveram de tomar. Penso que nada substitui a leitura do livro, mas de uma forma muito sintética, podemos referir a avaliação da capacidade financeira e de recursos humanos que a empresa tem para poder suportar os encargos, saber escolher os parceiros do negócio, encontrar o melhor mercado para o seu produto ou serviço e saber ultrapassar com flexibilidade todos os desafios que vão encontrar num país com uma cultura de negociação e de comunicação distintas.

3-Dos oito casos apresentados, quais as principais ideias que outras empresas poderão reter como boas práticas em processos de internacionalização?
R-Mais uma vez, acho que nada substitui a leitura do livro, e que cada empresário deverá rever-se no percurso das oito empresas que, sendo todas elas distintas, permitem uma abrangência muito completa do panorama português. Desde startups, como a Science4you ou a BuyinPortugal, que nasceram de ideias pioneiras e cresceram num ápice, a gigantes com a Fly London ou a WeDo Tecnologies, a empresas mais tecnológicas como a Aralab e a farmacêutica Edol, a especialistas em nichos de mercado, como a Skypro, até ao nosso bacalhau da Riberalves, facilmente se encontram vários exemplos de boas práticas adequadas a cada setor, e a cada etapa do processo de internacionalização, que permitem chegar ao sucesso.
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Maria João Tomás/Nuno Azevedo (coord.)
A Internacionalização da Economia Portuguesa. Casos de Sucesso Empresarial
Temas e Debates  18,80€
1-De que trata este seu livro «STOP-As 50 Estratégias para Mulheres sem Tempo»?
R- Trata-se de um guia para que pessoas com estilos de vida diversos e formas de pensar e agir diferentes, consigam utilizar soluções práticas para problemas do dia a dia, que tocam áreas importantes da vida das pessoas, que nem sempre são fáceis e podem tornar-se enormes ladrões de tempo.

2-Numa época como a nossa, um livro dirigido especialmente a mulheres poderá ser redutor: não andamos todos (homens e mulheres) a lutar contra a falta de tempo?
R- Homens e mulheres debatem-se com uma “sensação” de falta de tempo. Passamos o tempo a fazer cada vez mais coisas, mais depressa e esquecemo-nos de questões básicas como descansar, manter um estilo de vida saudável e reduzir o que se faz em quantidade (menos atividades) ou duração (faço uma caminhada de 10m em vez de 30m ou 45m). Pela minha experiência e de acordo com um estudo que realizei em 2017 sobre formas de as pessoas se organizarem e simplificarem a sua vida, a resposta que reuniu mais consenso foi: “as mulheres têm que trabalhar mais para mostrarem o que valem”. Quer por este resultado, quer pela minha experiência em mais de 100 empresas e com o contacto direto com pelo menos 2500 pessoas, o contexto de trabalho na maior parte das organizações e empresas em particular, não cria condições de igualdade de oportunidades para as mulheres. Por isso, do meu ponto de vista, o que é redutor é tratar realidades diferentes como sendo iguais. Há muitas semelhanças, mas há especificidades que justificam e requerem um livro que seja dedicado às mulheres.

3-Se tivesse que escolher apenas 3 estratégias, quais seriam as mais importantes?
R- Simplifique e faça o essencial. Pratique o toma lá dá cá. Durma e descontraia.
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Ana Tapia
STOP-As 50 Estratégias para Mulheres Sem Tempo
Esfera dos Livros  16€

Aida Chamiça | Break Heaven


1-De que trata este seu livro «Break Heaven»?
R- Trata-se de uma viagem de transformação equivalente à que acontece numa sessão de coaching executivo. Uma viagem em que o leitor contacta com o melhor de si, ativa o seu potencial e se vai transformando enquanto lê. A ambição do Break Heaven é em si mesma, transcender os paradigmas de leitura conhecidos e viver uma experiência nova, em que o protagonista é o leitor e o resultado da leitura, um grande sorriso, uma auto-confiança renovada e uma vontade imensa de ascender ao nível seguinte. Este não é um livro de auto-ajuda. É um livro de gestão. Gestão de si. Baseado em 15 anos de experiência a ativar o potencial de executivos de alta gestão, a estudar muito e anualmente nas melhores escolas e centros de formação do mundo nestas matérias, numa sabedoria que integra a informação académica, a investigação que outros fizeram, com a experiência prática de apoiar gestores de topo na superação de obstáculos para alcançar resultados. Uma experiência que promete transformar a leitura numa poderosa ferramenta de conhecimento que irá mudar para sempre a forma de gerir e liderar. Porque somos todos do tamanho dos nossos sonhos, o nosso cérebro responde às realidades que criamos e em que acreditamos. Os gestores de topo e líderes que fizeram programas de coaching executivo comigo tiveram oportunidade de ascender a muitos níveis seguintes.

2-Sendo um guia prático, de que forma pode ajudar os leitores a (como diz) «ascender ao seu próximo nível»?
R- Cada capítulo, para além do conteúdo central, tem um conjunto de secções: Conteúdo em que partilho os conhecimentos que tenho vindo a adquirir com base na minha formação e experiência profissional; Histórias inspiradas na minha atividade profissional, em que partilho o desafio inicial do cliente em coaching  executivo  e  a  forma  como  superou  a  adversidade  ou ativou  o  potencial para  alcançar  com  sucesso  as  suas  metas; Propostas de exercícios práticos de autoconhecimento e reflexão que permitirão identificar as áreas que precisa de desenvolver.  A tomada de consciência desencadeia por si só uma espécie de autorregulação do sistema que se torna ainda mais intensa quando desencadeia decisões estruturantes ou um plano de ação de implementação imediata. Contos ou histórias que ilustram de forma metafórica o conteúdo explícito, nos conectam com o pensamento mágico e o inconsciente e geram emoções e insights com um imenso poder transformador. Pode ler-se este livro sem tirar partido da sua componente de  aplicação  imediata ou  desafiar-se  a  começar  desde logo uma  viagem  de  transformação.

3-De tanto e em tantas ocasiões se falar de coaching, a palavra parece ter muitos significados: qual o âmbito em que é desenvolvido neste seu guia prático?
R-Este não é um livro sobre coaching. É um livro em que as histórias de coaching executivo que partilho, têm o propósito de ilustrar o conteúdo e inspirar o leitor. O contexto é aquele que conheço melhor: os desafios mais comuns para executivos, líderes e gestores de topo. O conceito de coaching que adoto é o da Federação Internacional de Coaching (ICF) que conta com, aproximadamente 30 mil membros em 140 países.
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Aida Chamiça
Break Heaven-Um livro para executivos que querem ascender ao seu próximo nível
RH Editora  18,50€

Fernando Cardoso/Ileana P. Monteiro | Liderança de Equipas na Resolução de Problemas Complexos



1-De que trata este vosso livro «Liderança de Equipas na Resolução de Problemas Complexos»?
R- Este livro tem como finalidade apresentar um caminho possível para potenciar a colaboração entre a gestão e os empregados, organizados em equipas de desenvolvimento de projetos de inovação, em empresas, instituições do Estado, ou organizações de caráter não lucrativo. Os conteúdos, dirigidos às organizações em geral, procuram aprofundar reflexões sobre a natureza da criatividade e da inovação; a liderança de grupos na perspetiva da facilitação; e a utilização do método Resolução Criativa de Problemas (RCP) como forma de trabalho em equipa.

2-Ao longo da obra, estabelecem uma ligação forte entre liderança e resultados na inovação: porquê? 
R- O método apresentado para a resolução de problemas está orientado para a execução e destina-se a canalizar a criatividade individual para projetos coletivos de inovação, rentáveis para a organização. A ação de liderança não é aqui apresentada sob a forma de teorias mas sim de comportamentos que, se adotados, podem ajudar a produzir melhores resultados pelas equipas de projeto. Este tipo de liderança, aqui designado por facilitação, não é mais que a descrição de formas de conseguir os melhores resultados possíveis a partir dos conhecimentos e da criatividade existentes. Facilitar grupos é conseguir decisões consensuais, que sejam obtidas por forma a que cada um as perceba como suas, levando-as a cabo com um grau de compromisso muito diferente do que aconteceria se essas decisões fossem da gestão, ou mesmo por maioria.  

3-De que forma a resolução criativa de problemas complexos pode acrescentar valor às organizações de pequena e média dimensão?
R-A inovação organizacional, em que se insere o método de resolução de problemas, tem por finalidade adicionar a reflexão às tarefas do dia a dia, tornando rotina aquilo que é exceção – o contributo de cada colaborador para além das funções que lhe estão cometidas – e tornar a inovação uma forma de estar na empresa. A intenção é que um número cada vez maior de colaboradores possa estar, direta ou indiretamente, ligado a um ou mais projetos, sem prejuízo do desempenho das suas funções normais e execução das tarefas diárias que lhe competem. Isto, claro está, sem aumento significativo do tempo de trabalho dedicado à empresa mas antes com a sua racionalização. É na manutenção do equilíbrio entre as rotinas da empresa, geradoras de formas automáticas de resolução de problemas, e a criação de novas capacidades, indutoras de mudança, que continuará a situar-se o primado das pessoas na evolução das organizações. E esse primado é ainda mais importante nas organizações de menor dimensão, que não têm possibilidades de dispor de centros de investigação, consultores especializados ou de recrutar talentos que já disponham do conhecimento necessário.
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Fernando Cardoso/Ileana P. Monteiro
Liderança de Equipas na Resolução de Problemas Complexos 
Edições Sílabo  16,90€

Leonel Fadigas | Território e Poder

1- De que trata este seu livro «Território e Poder: o Uso, as Políticas e o Ordenamento»?
R- O livro trata do território como resultado das ações humanas e da expressão dos poderes que o definem e organizam, em conjunto com as condições do meio que dão forma e sentido à sua apropriação e uso. Por isso os territórios que habitamos são, por isso, resultado e consequência da evolução tecnológico que acompanha a evolução social e económica, são também o resultado e a expressão da história física, social e política de quem os habitou e habita. O livro organiza-se em duas partes: a primeira, tratando da posse, uso e organização do território e da origem matricial das estruturas que dão forma aos modos como o território se foi organizando em diferentes tempos e circunstâncias sociais e políticas; a segunda parte, dedicada à apresentação de casos exemplares de políticas de incidência territorial e das suas consequências, mostra como, na prática, se revelam as relações e as interações entre poder e território e entre território e poder. Razão porque este livro se destina a todos quantos o ordenamento interessa por razões profissionais ou porque dele depende a sua qualidade de vida: arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, políticos e, sobretudo, cidadãos interessados em participar na feitura de um território mais coeso, mais sustentável, onde a economia seja mais humana e mais social.

2 - A expressão «território» está cada vez mais presente no discurso a vários níveis: mas o que significa realmente a palavra?
R- O território é um espaço geográfico e cultural sobre o qual se exerce um qualquer tipo de poder e no qual se estabelecem redes que o formatam, consolidam, expandem, garantindo no tempo a persistência das marcas e valores simbólicos que o identificam. Mas é também, pela sua natureza, um produto humano que exprime os poderes que o definem e organizam e sendo tanto um suporte de vida e de atividades económicas como, a cada momento, a consequência e o registo dos modos de organização social, das relações de poder, dos níveis de desenvolvimento económico e das tecnologias disponíveis. Até porque é o poder que permite formatar e delimitar e alargar os territórios, estruturando-os e adaptando-os às necessidades das comunidades que os habitam ou que a eles chegam por descoberta, invasão ou conquista.

3- O território que mais nos interessa é o que nos envolve e onde vivemos. Fala-se agora muito no seu ordenamento como factor de qualidade de vida. Mas a gestão desse território não continua a ser (demasiadas vezes) um acto de poder e associado ao seu exercício?
R- O ordenamento do território é sempre a expressão de um exercício do poder que sobre ele se exerce, de forma pacífica ou não, por quem tem o poder de ocupar e organizar. Nos Estados modernos o exercício deste poder está cometido à adminitração pública, central, regional ou local que o ajusta e adapta às necessidades da sociedade, compatibilizando usos e funções e garantindo a sua utilização pelas sucessivas gerações atuias e futuras. Por estas razões, o ordenamento do território organiza e disciplina, como contrato social, nos Estados modernos e democráticos, o exercício do conjunto dos poderes, direitos liberdades e garantias que se exercem e atuam no território.
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Leonel Fadigas
Território e Poder: o Uso, as Políticas e o Ordenamento
Edições Sílabo  14,70€