Diga não ao cruel comércio da morte.

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Filipa Fonseca Silva | Odeio o Meu Chefe

1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «Odeio o Meu Chefe»?
R- Não foi bem uma ideia, foi mais a constatação de que ,tal como eu a da da altura, muita gente estava a sofrer ou já tinha sofrido com maus chefes. Quanto mais falava do assunto, mais histórias surreais me contavam, ao ponto de começar a coleciona-las e decidir mostrá-las na forma de um cartoon.

2-Este livro pode ser considerado um livro de auto-ajuda em contexto empresarial?
R- Pode ser de auto-ajuda se considerarmos que rir é uma maneira de lidar com os abusos de certas chefias. Ou se nos consolarmos com o facto de não estarmos sozinhos nesse sofrimento. Também poderia servir de auto-ajuda para muitos maus chefes, se estes tivessem a capacidade de se ver ao espelho neste personagem que criei e que não é mais do que uma caricatura com um pouco de todos os maus chefes que protagonizaram as histórias (absolutamente reais) descritas no livro.

3-Enquanto não desaparecem, como podemos lidar com chefes que odiamos: quais os seus 3 melhores conselhos?
R- Há três estratégias que podem ajudar muito: (1) dizer que sim a tudo o que ele diz, como se faz com os malucos, e depois fazer o que achamos correcto, até porque na maioria das vezes ele não sabe o que andamos efectivamente a fazer; (2) apresentar-lhe ideias ou soluções de forma a que ele ache que foi ele que as teve e assim aprovar o trabalho; (3) fugir. Sei que não é fácil e nem sempre é possível, mas ele não vai melhorar, acreditem.
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Filipa Fonseca Silva
Odeio o Meu Chefe
Bertrand  15,50€

Filipa Fonseca Silva na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

Filipa Fonseca Silva | Amanhece na Cidade

1 - Qual a sensação de ser a primeira autora portuguesa a entrar no Top 100 da Amazon?
R-É incrível. É ver o meu trabalho reconhecido a nível internacional, provando que há interesse nos autores portugueses um pouco por todo o mundo (nomeadamente nas autoras, que são sempre deixadas para segundo plano em Portugal). Foi também muito bom perceber que os temas que abordo nos meus livros não interessam apenas às pessoas de uma determinada região ou faixa etária. Tive excelentes críticas de leitores das mais diversas nacionalidades e idades, que se identificaram com as minhas personagens e com as histórias que conto.

2 - De que trata este seu livro «Amanhece na Cidade»?
R-Este quarto livro é um romance contemporâneo, que toca temas de sempre, como o amor e a redenção, e outros de agora, como a crise dos refugiados e a alienação da sociedade. É narrado por um táxi, que nos vai contanto as histórias de várias personagens que entram e saem pelas suas portas. Através dele, ficamos a conhecer a história de Manuel, o taxista que não sabe chorar, e das várias personagens que fazem parte dos seus dias: Olinda, a ama de duas crianças mal-educadas; Daisy, a stripper; João, o sem-abrigo, entre muitas outras. Foi desafiante escrever na perspectiva de um objecto e penso que essa particularidade torna este livro algo surpreendente.

3 - Que cidade é esta que amanhece no seu romance?
R- Lisboa. Nos meus livros anteriores nunca situei a acção numa cidade concreta, deixando propositadamente à imaginação dos leitores. Mas desta vez, quis prestar uma homenagem a Lisboa e às suas gentes.
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Filipa Fonseca Silva
Amanhece na Cidade
Bertrand   15,50€

Filipa Fonseca Silva na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

Filipa Fonseca Silva | Os 30-Nada é Como Sonhámos




1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Os 30-Nada é Como Sonhámos»?
R- É o primeiro filho, logo, vai ter sempre um lugar especial, mesmo se vier a publicar outros cinquenta livros. Posso dizer que representa o começo de algo que espero vir a fazer por muitos anos.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Não foi tanto uma ideia, mas antes uma constatação do que passa pela cabeça de muitas pessoas quando passam a barreira dos trinta. Será que fiz as melhores escolhas ? Será que vou encontrar um grande amor? Será que estou com a pessoa certa? Será que a vida é só isto? Será que ainda vou a tempo de mudar tudo? Será que um dia vou ter uma família, uma casa própria, uma carreira? Enfim, há muitos estereótipos do que deve ser a vida de alguém com mais de 30 anos e é na minha geração que estes estereótipos estão a começar a cair. Também as noções de família, de carreira, de amor estão a mudar. Comecei a sentir isso nas conversas com os meus amigos, nas histórias que fui ouvindo de pessoas de diferentes origens e até de diferentes países. Senti a necessidade de falar deste sentimento, desta geração. Embora o livro não seja só para as pessoas desta geração. No fundo, é uma história de amores e amizades.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Estou a começar a dar os primeiros passos num novo romance. Mas são mesmo os primeiros passos. Ainda só escrevi dez páginas. Não sei para onde vai nem se daqui a um tempo surgirá outra ideia que porá esta de lado. Para já, só posso adiantar que não é sobre os trinta.
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Filipa Fonseca Silva
Os 30-Nada é Como Sonhámos
Oficina do Livro

Filipa Fonseca Silva na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

Colectânea para apoiar "A Poesia Não Tem Grades"

Um conjunto de escritores aceitou o desafio de colaborar com o projecto A Poesia Não Tem Grades e contribuiu com um texto original para a colectânea “O lado de dentro do lado de dentro”.
Através dos mais diversos ângulos de visão e com distintas abordagens, a palavra “dentro” serviu de mote a um conjunto de obras que, através da poesia, da prosa e da fotografia se constituem num livro cujas vendas vão reverter inteiramente para os projectos de promoção da leitura e intervenção artística em meio prisional. 
Afonso Cruz, Alice Vieira, André Gago, Catarina Fonseca, Cristina Silveira de Carvalho, Delmar Gonçalves, Duarte Belo, Filipa Leal, Hélder Moura Pereira, Inês Fonseca Santos, Joaquim Cardoso Dias, José Carlos Barros, José Mário Silva, Luís Filipe Borges, Nuno Garcia Lopes, Pedro Paulo Câmara, Richard Zimler, Rowan Schelten ou Samuel Pimenta (e mais algumas surpresas) são os autores presentes numa obra que estará à venda no início de Janeiro.
O preço de capa é de 8€ e terá uma edição limitada de 100 exemplares, numerados e autografados para quem efectuar a compra antecipada. 
O venda da obra será essencialmente online, através do sítio do projecto e da sua página no Facebook mas também nas apresentações públicas que decorrerão em diversos locais do país. No total, a primeira edição será de 2000 exemplares.
Esta é uma das forma de angariar fundos para A Poesia Não Tem Grades, uma iniciativa que existe há mais de uma década e que tem funcionado numa base de voluntariado, mas que se prepara para crescer em 2015. Coordenada e dinamizada por Filipe Lopes (mediador de leitura e fundador do Grupo O Contador de Histórias), este trabalho passou já pela maioria dos Estabelecimentos Prisionais do país, em parceria com a Direcção Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais, motivando para a leitura e introduzindo a experiência artística no percurso de renovação pessoal dos reclusos.
 O formato das sessões desenvolvidas nos últimos anos pretendia poder chegar a locais mais distantes dos grandes centros, onde a oferta de iniciativas deste nível é mais reduzida, sentido-se também os "custos da interioridade" ao nível do voluntariado cultural e artístico. O objectivo de realizar um mínimo de 50 sessões no próximo ano pretende que a abordagem passe de uma sessão única para um conjunto estruturado de encontros com os reclusos, permitindo potenciar algumas áreas de trabalho como a escrita criativa, a leitura em voz alta e a dinamização de hábitos de leitura que persistam após o final da intervenção.
Paralelamente à venda do livro “O lado de dentro do lado de dentro” decorre uma acção de micromecenato através da plataforma ppl.com.pt e o projecto procura ainda outros apoios de empresas e instituições que possam fazer face aos diversos custos do projecto, tendo em conta que ele se desenvolve em todo o país incluindo Açores de Madeira. 
As contribuições são geridas pela CULTIV - Associação de Ideias para a Cultura e Cidadania, uma entidade sem fins lucrativos não apoiada financeiramente por qualquer entidade oficial.
A Poesia Não Tem Grades pretende continuar a apoiar o trabalho desenvolvido pelos técnicos dos Estabelecimentos Prisionais, sendo um complemento à sua já difícil missão num momento de fortes restrições orçamentais e onde se regista uma sobrelotação das cadeias portuguesas. Para Filipe Lopes, "a intervenção através da arte (e da literatura em particular) permite expor os reclusos a actividades que lhes permitam uma renovação interior e um enriquecimento intelectual, apoiando uma futura reinserção na sociedade". De acordo com o responsável do projecto, “o recluso de hoje será o nosso vizinho de amanhã. Seja qual for o crime, em Portugal não existe pena de morte ou perpétua, todos os que pagarem pelos seus erros à luz da Lei têm direito e vão voltar a viver em liberdade. É fundamental que existam condições para que esse processo que passa pela  privação de liberdade sirva para os transformar em melhores cidadãos. Para que todos estejamos mais seguros no dia em voltem a cruzar-se connosco na rua e para que tenham a oportunidade de tornar as suas vidas melhores.”
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Todas as informações sobre o projecto podem ser obtidas: