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Leonor Xavier | Há Laranjeiras em Atenas

1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «Há Laranjeiras em Atenas»?
R-O livro nasceu em Atenas, num dia de Maio, entre amigos. Eu nunca tinha estado na Grécia nessa altura do ano. Ia viajar pelo Peloponeso com amigas belgas. Passei dois dias em Atenas com amigos gregos. Descíamos as ruas de Kolonakis e eu exclamei: Ah, há laranjeiras em Atenas. Alguém disse: belo título. E assim ficou. A ideia foi sendo desenhada com a própria escrita. Começou pelo cenário balburdioso desse fim de tarde. E foi seguindo, sem linha pré determinada. A certa altura, senti que a narrativa é testemunho. Creio que escrever é dar testemunho. 

2-O que sentiu ao reler os papéis que ao longo dos anos foi guardando? 
R-Senti um certo espanto sobre o quanto que vivi e me apetecia contar. Há os papéis e os tempos passados, com os seus cenários e personagem. Há a memória, a partir de cada nome, de cada pessoa, de cada frase, de cada lugar. Como em teatro ou cinema, desfilam todas as impressões, a partir de um pormenor que ficou guardado num bocado de papel.

3-São muitos e variados os temas dos textos deste livro: consegue encontrar um fio condutor?
R-A certa altura, senti que a narrativa é testemunho. Creio que escrever é dar testemunho. Sou jornalista, sinto-me no dever de reportar o mundo que está à nossa volta. Pela palavra escrita, a cada dia cresço no meu entusiasmo pela língua portuguesa. Isso é um fio condutor. Surpreender os leitores, envolvê-los, seduzi-los, porque se escrever é bom, ler é melhor.
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Leonor Xavier
Há Laranjeiras em Atenas
Temas e Debates  16,60€
Leonor Xavier na "Novos Livros" | Entrevistas