M. Parissy: Norte, Falca e Légua

1-O que representa, no contexto da sua obra, este «Norte, Falca e Légua»?
R- É o terceiro volume de um conjunto de poemas que retratam o percurso do autor na terra onde nasceu. Este conjunto de poemas fecha o ciclo do crescimento do autor. Reportam-se ao final da década de 80, do século passado, com a descoberta de caminhos na orla da praia e nas orlas da rebeldia. Os encontro furtivos com gente desconhecida, a insubmissão ao ditames geracionais pouco ou nada criativos. Uma insatisfação composta de fuga, pode-se dizer.

2-Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Arrumar o passado, dando oportunidade para rever caminhos com os pés enfiados na areia das praias até ali desconhecidas. A trilogia (se assim se quiser chamar) começa com o fechamento em casa por doença (o livro «Ferido», volta d’ mar, 2016), a saída para a rua e a descoberta dos palcos que o mar proporciona (livro «À frente do mar» a publicar em breve) e por fim, e é esse o olhar deste livro, o atravessamento para zonas interditas em pinhal e praias que revelavam grutas e esconderijos propícios ao desassossego de fim de puberdade.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Não escrevo a pensar no futuro, nem sequer penso quando escrevo. Não há disciplina, por isso, o desregramento é a única observação do que vai acontecendo. Há mais livros escritos, sim. Mas esses terão «futuro» se assim calhar.
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M. Parissy
Norte, Falca e Légua
Companhia das Ilhas  11€

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