Daniel Braga: “Na poesia, procuro ser igual a mim mesmo”

1-O que representa, no contexto da sua obra literária, o novo livro “Silêncios”?
R-Escrever é uma necessidade e uma das minhas formas de expressar através da poesia, todos os meus anseios e estados d’alma manifestando-me também através dela o meu olhar crítico e observador de tudo o que se passa à nossa volta. A escrita e a poesia nunca se poderão dissociar de tudo aquilo que exerci durante toda a minha vida profissional de quase quatro décadas – a docência, com todos os ensinamentos e aprendizagens que daí advieram. Na poesia, procuro ser igual a mim mesmo, descrevendo de forma generosa para o público, sentimentos e sensações, ânimos e desilusões, estados de otimismo e de alguma revolta.
2-Qual a ideia que esteve na origem desse livro?
R-Em “Silêncios” há a continuidade do que escrevi no meu primeiro livro, “Gente que sente”. Esses estados d’alma que me alegram e afligem e que sinto a necessidade de transpor para o papel, nas mensagens e poemas que procuro transmitir. Uma descrição quase plena, em forma de versos, do que vou observando, no momento. Por isso não o posso dissociar do primeiro livro, sendo antes um complemento do que ali escrevi. Os meus olhares, as minhas perspetivas e os meus sentires. Tudo isto com um olhar poético e romantizado. Gostar do olhar do outro e do que me transmitem e veem. Gosto desse olhar crítico e construtivo que para mim funcionam como uma forma de catarse e melhoria, para uma evolução que quero e desejo.
3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Na forja, já em maturação um terceiro livro de poesia, de uma forma talvez mais mordaz e crítica. A ideia está pensada e delineada, porque o importante será sempre o que o autor procura transmitir para o seu público. O seu olhar íntimo e as suas mensagens, produzidas de forma clara e fluída, são cruciais e um caminho para o sucesso e para a apreciação afirmativa de quem o lê.
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Daniel Braga
Silêncios
Edições Matrioska 15€

