Nuno Filipe Bastos: “Comecei por alimentar as gavetas da minha secretária”

1-Contos Idos e Passados é o seu livro de estreia: como espera poder olhar para ele daqui a 20 anos?
R-Apesar de ser o meu livro de estreia, o Contos Idos e Passados não é a minha primeira escrita de algo. De facto, escrevo há vários anos, talvez uns vinte. Comecei por alimentar as gavetas da minha secretária e, depois, para ir alimentando uns blogs que, entretanto, encerrei (excepto um, mais recente, e que vou mantendo). Quando olho para trás, para aquilo que escrevi há, por exemplo, dez anos, parece-me que o meu trabalho de escrita está agora, assim espero, um pouco mais aprimorado. É, aliás, o que acontece com qualquer profissão. Quando estamos a começar, por muita teoria que tenhamos, precisamos sempre da prática para poder melhorar aquilo que fazemos. E precisamos da experiência que a teoria e a prática nos dão. Portanto, daqui a vinte anos, espero que o Contos Idos e Passados faça parte de um passado remoto, mas que tenha sido útil para me ajudar a melhorar o que escrevo e como escrevo.

2-Qual a ideia que esteve na origem desta antologia e nestes contos?
R-O livro constitui-se por doze contos que fui escrevendo e reescrevendo ao longo dos anos até conseguir a versão final, a publicada. Ao escolher os contos, não olhei tanto a uma ideia base, por assim dizer, que pudesse dar um mote ao livro. É, antes, uma selecção mais ou menos salteada de narrativas que me pareceu poderem estar sob uma mesma capa.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Outro livro de contos. Que está concluído.
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Nuno Filipe Bastos
Contos Idos e Passados
Edições Vieira da Silva  12€

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