José Carlos Barros: “Que este volume de contos possa ser olhado como um divertimento”

1-O que representa, no contexto da sua obra literária, este livro “Vocação para os Desastres”?
R-Não sei o que representa, não sei se tem que representar alguma coisa. Talvez se possa dizer que é um ponto de situação. Não propriamente um intervalo: um ponto de situação. De resto, como reúne um conjunto diversificado de contos escritos durante várias décadas, talvez permita o jogo de tentar descobrir o que se foi perdendo ou ganhando nesta escrita ao longo do tempo, entre melancolia e leveza, ornamento e enfeite, entusiasmo e desencanto. Mas a minha ambição é maior: a de que este volume de contos possa ser olhado como um divertimento.

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro de contos?
R-Nunca tinha publicado um livro de contos. E, no entanto, escrevi muitas dezenas ao longo dos anos. Alguns permanecem inéditos, outros andam espalhados por plataformas digitais, jornais, revistas e publicações colectivas. É claro que não hesitei quando surgiu esta oportunidade de reunir alguns deles e de juntá-los em livro, num exercício que passou, essencialmente, por procurar uma certa unidade ou lógica narrativa a partir dessa diversidade temática, geográfica e temporal.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Raramente me pagam para escrever. Escrevo, portanto, nos intervalos de ter que tratar da vidinha. E a vidinha leva-nos o tempo quase todo. Tenho aqui à frente, impressas, as primeiras doze páginas do romance que gostaria de escrever durante os próximos tempos. Conforme as circunstâncias, o livro estará concluído no próximo ano e meio, nos próximos dois ou nos próximos dez anos.
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José Carlos Barros
Vocação para os Desastres
D. Quixote  13,95€

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José Carlos Barros na “Novos Livros” | Entrevistas

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