Inês Bernardo: “É só inquietação, inquietação”

Inês Bernardo acaba de publicar o seu romance de estreia. Momento oportuno para a querer conhecer melhor. Não alimenta mágoas e no seu interior pula muita inquietação: e já cumpriu (pelo menos) um sonho: “publicar um livro”.
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O que é para si a felicidade absoluta?
Uma cama bem feita.
Qual considera ser o seu maior feito?
Fazer sempre acontecer.
Qual a sua maior extravagância?
Ter tido uma filha.
Que palavra ou frase mais utiliza?
Cansas-me a beleza.
Qual o traço principal do seu carácter?
Cá dentro inquietação, inquietação.
O seu pior defeito?
É só inquietação, inquietação.
Qual a sua maior mágoa?
Não alimento mágoas.
Qual o seu maior sonho?
Publicar um livro.
Qual o dia mais feliz da sua vida?
Aquele que passo a rir.
Qual a sua máxima preferida?
“Se não puder dançar, esta não é a minha revolução” – Emma Goldman
Onde (e como) gostaria de viver?
Perto do mar, dos amigos, dos amores, com livros e um quarto só para mim.
Qual a sua cor preferida?
Verde.
Qual a sua flor preferida?
Cravo vermelho.
O animal que mais simpatia lhe merece?
O cão.
Que compositores prefere?
Hildegard von Bingen, oferecida pela família como dízimo, eleita democraticamente como madre superiora, escritora, poeta, naturalista, teóloga, compositora, e a prova de que uma mulher tem de ser excepcional para se destacar da mediania masculina.
Pintores de eleição?
Paula Rego.
Quais são os seus escritores favoritos?
Zadie Smith, Margaret Atwood, Dulce Maria Cardoso, Mariana Enriquez, Fernanda Melchor e todos os que me inspiram, me incomodam, me inquietam.
Quais os poetas da sua eleição?
José Mário Silva.
O que mais aprecia nos seus amigos?
A facilidade da gargalhada.
Quais são os seus heróis?
Quem luta pela democracia diariamente.
Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
As mulheres, sempre as mulheres.
Qual a sua personagem histórica favorita?
Eric Blair/George Orwell.
E qual é a sua personagem favorita na vida real?
As mulheres, sempre as mulheres.
Que qualidade(s) mais aprecia num homem?
O seu lado feminino.
E numa mulher?
O seu lado feminino.
Que dom da natureza gostaria de possuir?
Madrugar sem dificuldade.
O que é para si o cúmulo da miséria?
A fome.
Quais as falhas para que tem maior indulgência?
As que nascem de circunstâncias miseráveis.
Qual é para si a maior virtude?
A disponibilidade para o outro.
Como gostaria de morrer?
Velha.
Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
Um cão.
Qual é o seu lema de vida?
Tramps like us/Baby, we were born to run.
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Inês Bernardo na “Novos Livros” | Entrevistas

