Raquel Fontão: “Escrever melhor amanhã do que escrevo hoje”

Raquel Fontão acaba de editar o romance “Nada a Temer”. Ao longo da vida, foi dividindo os seus dias entre a escrita e a música. Dá aulas de Música e procura criar histórias que concretiza em livros. As suas maiores influências são: Shirley Jackson, Mariana Enriquez e Samanta Schweblin. Em 2024, Será de Madrugada, um romance de terror, ao qual se seguiu a publicação de vários contos em antologias. Vive no Porto com o marido, as três filhas e duas galinhas.
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O que é para si a felicidade absoluta?
Estar (em qualquer lugar) rodeada pelas minhas três filhas e o meu marido.
Qual considera ser o seu maior feito?
As minhas três filhas.
Qual a sua maior extravagância?
Comprar demasiados livros.
Que palavra ou frase mais utiliza?
A mãe já vai.
Qual o traço principal do seu carácter?
Resiliência.
O seu pior defeito?
Teimosia.
Qual a sua maior mágoa?
Não poder mostrar ao meu pai que me tornei numa escritora, como tanto ele sonhou.
Qual o seu maior sonho?
Escrever melhor amanhã do que escrevo hoje.
Qual o dia mais feliz da sua vida?
Não posso escolher só um. Foram os três dias em que as minhas filhas nasceram.
Qual a sua máxima preferida?
Dividir para conquistar.
Onde (e como) gostaria de viver?
Onde vivo, mas com um terreno maior.
Qual a sua cor preferida?
Verde.
Qual a sua flor preferida?
Túlipa.
O animal que mais simpatia lhe merece?
Uma galinha.
Que compositores prefere?
Piazzolla. Mas adoro Rachmaninoff e Mahler.
Pintores de eleição?
Não tenho nenhum.
Quais são os seus escritores favoritos?
John Steinbeck, Samanta Schweblin, Virginia Feito, Irene Solà, Max Porter, Nuno Gonçalves, Julio Cortázar.
Quais os poetas da sua eleição?
José Régio.
O que mais aprecia nos seus amigos?
A paciência.
Quais são os seus heróis?
O meu marido.
Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
Vic van Allen.
Qual a sua personagem histórica favorita?
Cristo.
E qual é a sua personagem favorita na vida real?
Aqueles que fazem o mundo avançar com bondade.
Que qualidade(s) mais aprecia num homem?
Serenidade.
E numa mulher?
Resiliência.
Que dom da natureza gostaria de possuir?
A renovação.
O que é para si o cúmulo da miséria?
A estupidez e a incompetência.
Quais as falhas para que tem maior indulgência?
Não atender o telefone com frequência. Faço o mesmo.
Qual é para si a maior virtude?
A bondade.
Como gostaria de morrer?
Em paz.
Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
Eu.
Qual é o seu lema de vida?
Viver na simplicidade.

