THEATRO: uma enorme e agradável surpresa


Theatro é nome de restaurante com livraria dentro. Ou de livraria com restaurante ao lado. Ambos coexistem num espaço muito bem decorado que recuperou um antigo teatro na Póvoa de Varzim.
Entramos e podemos hesitar entre uma refeição óptima e uma viagem por uma livraria muito completa. Ou podemos não hesitar nem um minuto e saborear ambas as experiências: comprar um livro (ou dois ou...) e almoçar ou jantar.
Assumindo-se como uma livraria de fundo editorial, tem disponíveis muitos livros para além das novidades mais recentes. Além disso, regularmente, há jantares com autores e tertúlias sobre livros, literatura e muito mais. E ainda há espaço para uma galeria de arte.
No restaurante, uma carta moderna e diversificada com opções saborosas e uma lista de vinhos completa e inovadora.
________________
Tudo isto se passa na Rua Santos Minho, nº 10. 
Vale a pena uma visita.

Luís Costa Ribas | Uma Vida em Directo

1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «Uma Vida em Directo»?
R - Há, no acumular de reportagens de uma carreira, momentos pessoais, de bastidores, ou insuficientes para serem incluídos no trabalho do dia. Tomados no seu conjunto, contextualizados adquirem nova vida. “Uma Vida em Directo” faz isso, acrescentando a reinterpretação de momentos públicos e revelando as aventuras por detrás das reportagens.

2-Escreve que a sua vida como jornalista lhe permite «a urgência de chegar à essência da vida»: como sente estes tempos de fake news?
R - Estamos cercados por tubarões que pretendem destruir o jornalismo para tentarem destruir a democracia. Cumpre-nos lutar pela sobrevivência de um pilar essencial da democracia que está a ser atacado de fora, por forças autoritárias, e de dentro pois dois tipos de mau jornalismo: o deliberadamente malévolo e vendido; e o inocente e idiota que aceita a mentira como contraditório da verdade, como se aí residisse a imparcialidade.

3-Com tantos anos de jornalismo e com tantas experiências em centenas de situações, o que mais o surpreendeu agora que vez esta viagem ao passado?
R - A imorredoura resiliência humana, alimentada pela esperança. A infinita capacidade humana para a maldade a que se contrapõe a permanente e teimosa expressão da bondade.
__________
Luís Costa Ribas
Uma Vida em Directo
Publicações D. Quixote  16,60€

João Pedro George | Mamas & Badanas

1. Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «Mamas & Badanas»?
R- Provocar e fazer rir.

2. Na badana do seu livro, podemos ler: «Os escritores portugueses são doidos por mamas.» Porque afirma isto?
R- Porque as mamas, na literatura portuguesa, são mais abundantes que os turistas em Lisboa.

3. Na pesquisa que fez para a escrita deste livro, o que mais o surpreendeu?
R- A descoberta de que Portugal é a badana da Península Ibérica.
__________
João Pedro George
Mamas e Badanas
Guerra e Paz  16,50€

Ler Novos Autores Portugueses

TEOLINDA GERSÃO


Teolinda Gersão nasceu em 1940. Além de escritora é professora universitária. Publicou romances e livros de contos. Trata-se de uma das mais importantes escritoras portuguesas que já recebeu vários prémios literários: o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores pelo seu romance A Casa da Cabeça de Cavalo (1995), os Prémios de Ficção do Pen Clube pelos livros O Silêncio (1981) e O Cavalo de Sol (1989)e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco por Histórias de Ver e Andar (2002).
____________________
1.O que é para si a felicidade absoluta?
R- Algo que não existe.
2.Qual considera ser o seu maior feito? 
R- Ter vivido, até este momento.
3.Qual a sua maior extravagância?
R- Ser capaz de perder tempo, só porque me apetece.
4.Que palavra ou frase mais utiliza?
R- Não faço a menor ideia!... (Rsrsrsrs)
5.Qual o traço principal do seu carácter? 
R- A lealdade, desde logo a mim própria.
6.O seu pior defeito? 
R- O perfeccionismo.
7.Qual a sua maior mágoa?
R- Não guardo mágoas, deito-as fora e logo as esqueço.
8.Qual o seu maior sonho? 
R- Manter a saúde e a lucidez por muito tempo.
9.Qual o dia mais feliz da sua vida? 
R- Não sou capaz de escolher! Muitos dias seriam candidatos a esse título...
10.Qual a sua máxima preferida? 
R- "Não faças aos outros o que não queres que te façam"
11.Onde (e como) gostaria de viver? 
R- Onde vivo, e exactamente como vivo. Não mudaria nada.
12.Qual a sua cor preferida? 
R-Todas.
13.Qual a sua flor preferida? 
R- A rosa.
14.O animal que mais simpatia lhe merece?
R- O gato.
15.Que compositores prefere? 
R- Demasiados para nomear aqui. Mas posso referir Bach, Beethoven e Mozart.
16.Pintores de eleição? 
R- Também demasiados para nomear aqui. Como exemplos possíveis, Amadeu de Souza Cardoso, Picasso, Egon Schiele, Magritte, Edward Hopper.
17.Quais são os seus escritores favoritos? 
R- Idem. Mas vou referir os clássicos russos do século XIX, os franceses Flaubert e Proust, os ingleses Jane Austen e Virginia Woolf, os grandes americanos como Faulkner e Scott Fitzgerald. Dos americanos actuais que inundam o  mercado são poucos os que julgo que vão resistir ao tempo, a formatação da indústria editorial é demasiado grande.
18.Quais os poetas da sua eleição?
R- Idem. Mas ponho em lugar de destaque nas minhas preferências a poesia escrita em português. E não entendo por que razão numa edição recente da Pléiade dedicada à poesia portuguesa não aparece Ruy Belo, nem Sophia.
19.O que mais aprecia nos seus amigos? 
R- A sinceridade.
20.Quais são os seus heróis? 
R- As pessoas anónimas que se privam de quase tudo para pagar os crimes económicos dos governantes e dos poderosos.
21.Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
R- Um exemplo possível : Pierre e Natasha (em Guerra e Paz).
22.Qual a sua personagem histórica favorita?
R- São muitas... Abraão Lincoln, Martin Luther King, Nelson Mandela...
23.E qual é a sua personagem favorita na vida real? 
R-Na vida real só vejo pessoas, não vislumbro personagens.
24.Que qualidade(s) mais aprecia num homem? 
R- A capacidade de se relacionar com uma mulher ( e de um modo geral,  com todas as pessoas ) de igual para igual.
25.E numa mulher? 
R- A mesma: a capacidade de se relacionar com um homem ( e, de um modo geral, com todas as pessoas), de igual para igual.
26.Que dom da natureza gostaria de possuir? 
R- Se fosse possível, gostaria  ter poderes mágicos. (Risos.) Mas não é possível ... A arte é só uma aproximação da magia.
27.Qual é para si a maior virtude? 
R- A honestidade.
28.Como gostaria de morrer? 
R- De repente, e sem dor.
29.Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
R- Ainda bem que não posso regressar!
30.Qual é o seu lema de vida? 
R- Não contribuir para tornar infelizes os que não posso fazer felizes.
____________________
WEB: Sítio Oficial da autora

TEOLINDA GERSÃO NA "NOVOS LIVROS" | ENTREVISTAS

Mário Moura | O Design que o Design não vê

1-Qual a ideia que esteve na origem deste livro «O Design que o Design não Vê»?
R- O tema comum aos ensaios recolhidos é a identidade. Uma das funções clássicas do design é produzir identidades para empresas, instituições, produtos ou até países. Fá-lo através de logotipos, de sistemas de identidade, ao decidir o aspecto de um produto, seja ele um livro, uma caixa de cereais ou um carro. Decide o modo como um filme se apresenta ao público antes sequer de ser visto, criando-lhe uma marca, posters, uma publicidade. Articulando uma família de produtos e serviços de maneira a criar uma imagem de marca. A ideia central do livro é que o design não produz estas identidades mas também vai construindo a sua própria identidade. Vai decidindo, no fundo, quem lhe pode aceder, quer como cliente, quer enquanto criador. Torna mais fácil a um homem, por exemplo, ser um designer do que a uma mulher. Faz com que seja mais uma actividade urbana do que periférica. Em resumo, neste livro tento pensar como o design produz a sua própria identidade e como essa identidade se relaciona com outras – identidade de género, de classe, étnica. É possível através disso perceber como o design produz e ajuda a produzir objectos e discursos que podem reforçar ou evitar linhas de segregação.

2-Porque podemos dizer que o design é fundamental para o nosso quotidiano?
R-Não sou de opinião que o design seja algo fundamental ao nosso quotidiano. Pode-se passar sem ele. Como dizia ainda agora, pessoas diferentes têm acesso a ele de um modo distinto. Há quem não lhe possa aceder. Não existiu sempre, nem existe em todo o lado. E um dia há-de deixar de existir. O que não significa que não seja importante. É algo identitário à nossa sociedade. Que a define. Que também nos diz o que deve ser um objecto, o que deve ser uma instituição, uma empresa, até um país. Digo «também», porque não é a única disciplina que o faz. Por exemplo, uma empresa tanto se define pelo seu logotipo, como pelos seus estatutos, como pelas suas instalações, quem a dirige, quem trabalha, qual o seu público, etc.

3-A investigação e a reflexão que faz permitem-lhe olhar para o design português de que forma?
R-Permitem-me olhar o design português de um modo histórico. É muito comum, mesmo entre os designers, ver-se o design aqui em Portugal como algo novo, que acabou de ser importado, que é importante implantar e divulgar. Contudo, já se usa esse discurso há décadas. Existem milhares de profissionais, dezenas de cursos, eventos, exposições, até museus. E, mesmo assim, continua a ver-se o design como algo recente. Um modo de explicar esta contradição é perceber que a identidade do design pressupõe uma certa relação com a história.
__________
Mário Moura
O Design que o Design não vê
Orfeu Negro  17€

João Semedo | Morrer

1-O livro «Morrer com Dignidade» reúne testemunhos de pessoas muito diferentes: que significado retira desse facto?
R- Essa amplitude traduz a pluralidade e dimensão do movimento: gente sem partido ou de todos os partidos e quadrantes ideológicos, crentes e não crentes, de todas as idades e profissões. O fim da vida é uma das principais preocupações dos portugueses e a despenalização uma causa muito popular.

2-A morte assistida é uma questão central numa sociedade como a nossa cuja população envelhece a um ritmo intenso. Mas, sendo uma questão tão complexa, estaremos em condições de tomar já uma decisão?
R-Respondo com uma pergunta: que mudaria se a decisão fosse tomada daqui a um ano ou dois? Absolutamente nada, os cidadãos não são uns cata-ventos.

3-Depois de todo o processo de debate em que participou nos últimos dois anos, que balanço faz: estamos no momento certo para virar uma página ou será preferível esperar por um referendo?
R-Acho que estamos no tempo certo para decidir. Mas mesmo que não estivéssemos nunca seria o referendo a forma de decidir. O referendo permite que uns quantos imponham a sua decisão a todos os outros, o referendo é um simulacro de democracia.
__________
João Semedo (Org.)
Morrer com Dignidade (Tudo o que Deve Saber sobre a Morte Assistida)
Contraponto  13,30€
(Os direitos de autor revertem a favor da ONG Médicos do Mundo)
Mais informação:
MOVIMENTO CÍVICO PARA A DESPENALIZAÇÃO DA MORTE ASSISTIDA

Isabel Rio Novo | A Febre das Almas Sensíveis

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «A Febre das Almas Sensíveis»?
R- Representa mais uma etapa num percurso de escrita que eu desejo longo e ininterrupto... O «Rio do Esquecimento» foi muito importante, porque me deu a conhecer ao público e me granjeou o reconhecimento da crítica. «A Febre das Almas Sensíveis», talvez por ser uma história mais emocional e que recupera a memória de uma doença que atingiu, não há muito tempo, praticamente todas as famílias, tem recebido, além de muito boas críticas, um excelente acolhimento junto dos leitores. Por outro lado, em termos de escrita propriamente dita, confirmou-me um caminho, um estilo, se quisermos. Creio que tenho um certo sentimento do passado, a capacidade de encontrar a brecha por onde a imaginação consegue iludir as circunstâncias do presente para chegar a uma época outra, não a que foi, naturalmente, mas a que construo na ficção. Um exercício de fantasia, mas onde também entra trabalho de pesquisa, uma pitada de fantástico e uma sensação de êxtase inexplicável.

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Como costuma acontecer, houve um conjunto de estímulos quase simultâneos. Quando parti para a escrita do romance, tinha-me chegado às mãos, através do Paulo, que também é escritor, uma caixa com papéis relativos a uma história de família. Uma espécie de triângulo amoroso, sendo que um dos vértices desse triângulo tinha sido vítima de tuberculose e tinha passado pela estância sanatorial do Caramulo… Inicialmente, estava mais interessada em explorar as relações amorosas entre a tríade, mas, a dada altura, concentrei-me no drama da personagem que fora muito jovem para o sanatório e que tinha acabado por morrer lá. Por outro lado, a noção que eu já tinha da grande quantidade de escritores portugueses vítimas da tuberculose e até o conhecimento da associação romântica entre a genialidade na escrita e a tuberculose ou tísica levaram-me a querer explorar essa ideia algo lírica da «febre das almas sensíveis»... Mas foi durante uma visita ao Caramulo e às ruínas dos antigos sanatórios e graças às impressões que o local exerceu em mim que percebi, em definitivo, o rumo que queria dar ao romance.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Estou prestes a terminar a primeira versão de um romance que resulta de um período de seis meses inteiramente dedicados à escrita, graças a uma bolsa de criação literária da DGLAB… É uma história que cruza épocas e planos temporais, que estabelece pontes com a pintura (um tema que me é muito grato) e que joga com os limites da ficção e da não ficção. Enquanto escritora (e leitora), interessa-me explorar o apagamento de fronteiras entre romance, biografia, ensaio... Ao mesmo tempo, será provavelmente o meu romance mais pessoal até agora. Quando terminar o período da bolsa, vou regressar a um projeto de não ficção que interrompi em dezembro e que também me entusiasma muito: uma biografia literária.
__________
Isabel Rio Novo
A Febre das Almas Sensíveis
Publicações D. Quixote  14,90€

TÂNIA REIS ALVES


Tânia Reis Alves nasceu em 1984. O seu percurso de jornalista iniciou-se em 2006 tendo colaborado, entre outros, com o desaparecido Jornal de África (um suplemento do Público). Em 2008 muda-se para a RTP África onde desenvolveu uma intensa actividade editorial. 
Em 2017, publicou A Minha Pátria é Moçambique.
____________________
1.O que é para si a felicidade absoluta?
R – Existirá tal coisa? O mais próximo desse estado ideal talvez seja o estar grato por aquilo que temos de bom, o saber apreciar o momento e o estar em paz e rodeado de quem amamos e nos devolve esse amor.
2.Qual considera ser o seu maior feito?
R- Nunca ter desistido nas alturas em que o poderia ter feito.
3.Qual a sua maior extravagância? 
R –Jantar fora demasiadas vezes.
4.Que palavra ou frase mais utiliza? 
R – “OK” e “boa!”
5.Qual o traço principal do seu carácter?
R – São dois e contraditórios entre si: força e fragilidade.
6.O seu pior defeito?
R- Sou demasiado exigente comigo mesma.
7.Qual a sua maior mágoa?
R- Tenho a felicidade de ter chegado aos 34 sem mágoas e esforço-me para que assim seja.
8.Qual o seu maior sonho?
R- Chegar o mais perto possível da tal felicidade absoluta, que acredito ser uma impossibilidade. Viver em amor, tranquila e sem pressas.
9.Qual o dia mais feliz da sua vida? 
R- Terei dado por ele? O dia do lançamento do “A Minha Pátria é Moçambique” foi um dos mais felizes dos últimos tempos. Estava rodeada das pessoas de quem mais gosto e senti que elas estavam verdadeiramente felizes por mim.
10.Qual a sua máxima preferida? 
R- Não é exactamente uma máxima, mas ser fiel àquilo que sinto. É uma missão nem sempre fácil.
11.Onde (e como) gostaria de viver?
R- Num local pequeno rodeada de árvores de fruto, livros e perto do mar e a trabalhar apenas quando e naquilo que entendesse.
12.Qual a sua cor preferida?
R-  Não sei se serão as minha cores preferida, mas os azuis do céu e do mar são as cores que mais gosto de contemplar.
13.Qual a sua flor preferida?
R- Brincos de princesa. Havia-os (e ainda os há) plantados por todo o lado nas férias da minha infância na aldeia da minha mãe. 
14.O animal que mais simpatia lhe merece?
R- O cão pelo companheirismo e capacidade de estabelecer relações de fidelidade e amizade. 
15.Que compositores prefere?
R-O que conheço melhor: Ludovico Einaudi.
16.Pintores de eleição? 
R- Tantos… Amadeo de Souza-Cardoso, Paula Rêgo, Degas, Van Gogh, Manet, Klimt, o incontornável Picasso...
17.Quais são os seus escritores favoritos? 
R- Saramago, Eça, Vargas Llosa e tantos outros por que me apaixono às vezes lendo uma única obra.
18.Quais os poetas da sua eleição?
R- Leio muito pouca poesia. Dos portugueses gosto da clareza das coisas do Alberto Caeiro.
19.O que mais aprecia nos seus amigos?
R- O estar lá sempre e o sentido de humor nas horas mais improváveis.
20.Quais são os seus heróis?
R- Pessoas que se cruzam comigo na rua todos os dias, pessoas de coragem e com o coração no sítio certo, como os meus avós maternos, que aos 45 anos deixaram de andar descalços numa aldeia rodeada de montes e decidiram percorrer uma estrada que ainda não existia mas que os trouxe até Lisboa, onde começaram uma nova vida do zero. 
21.Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
R- Aqueles que não são completamente bons e que são, por isso, mais humanos e tangíveis.
22.Qual a sua personagem histórica favorita?
R- Há muitas pessoas que nos deixaram um mundo melhor e que admiro. Não há nenhuma que me ocorra imediatamente, mas em Portugal, por exemplo, todos os que lutaram pela liberdade.
23.E qual é a sua personagem favorita na vida real?
R- A minha irmã.
24.Que qualidade(s) mais aprecia num homem?
R- Força, inteligência e sentido de humor.
25.E numa mulher?
R- Elegância e inteligência.
26.Que dom da natureza gostaria de possuir?
R- Voar.
27.Qual é para si a maior virtude?
R-  Generosidade.
28.Como gostaria de morrer? 
R- Na minha cama durante o sono e sem sofrimento. 
29.Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
R- Uma versão melhorada de mim mesma com o exterior em versão Charlize Teron.
30.Qual é o seu lema de vida?
R- Aprender sempre.
A MINHA PÁTRIA É MOÇAMBIQUE
Tânia Reis Alves na "Novos Livros" | Entrevista

DULCE GARCIA


Dulce Garcia nasceu em 1971. Jornalista de profissão desde 1991 foi fundadora da revista Sábado. Depois uma consolidada carreira na comunicação social, lançou o seu primeiro romance: "Quando Perdes Tudo Não Tens Pressa de ir a Lado Nenhum". Em 2018, esteve em Budapeste no Festival do Primeiro Romance.
Em entrevista, disse-nos há tempos, que prepara já uma segunda obra. O seu primeiro romance foi "o primeiro passo nesta arriscada aventura com que sonhei a vida inteira".
____________________
1.O que é para si a felicidade absoluta?
R- Não sei…
2.Qual considera ser o seu maior feito? 
R- Impaciência, definitivamente.
3.Qual a sua maior extravagância? 
R- Comprar livros de forma compulsiva, apesar de as estantes estarem lotadas – uma delas creio que entrará brevemente em derrocada - e o tempo não esticar.
4.Que palavra ou frase mais utiliza? 
R- «Se fosse fácil era para os outros» (frase roubada ao Rui Cardoso Martins; é o título de um dos seus livros) e que serve para expressar a ideia de que nada na minha vida é simples ou linear.
5.Qual o traço principal do seu carácter? 
R- Resistência.
6.O seu pior defeito? 
R- Precipitação?
7.Qual a sua maior mágoa?
R- Gostava de ter tido uma infância diferente.
8.Qual o seu maior sonho? 
R- Viver da escrita – ou quase (porque adoro editar).
9.Qual o dia mais feliz da sua vida? 
R- Muitos. Sem contar com os que ainda estão para vir.
10.Qual a sua máxima preferida? 
R- «Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe».
11.Onde (e como) gostaria de viver? 
R- Um ano (pelo menos) a viajar e a escrever. Em quartos de hotel.
12.Qual a sua cor preferida? 
R-  Acho que é o verde.
13.Qual a sua flor preferida? 
R-  Tulipas anãs e jarros.
14.O animal que mais simpatia lhe merece?
R- Golfinho. Comove-me.
15.Que compositores prefere? 
R- Muitos, de vários géneros. Por exemplo: Schubert, Cole Porter, Tom Jobim, Chico Buarque, David Bowie, Neil Hannon (Divine Comedy), Carlos Paredes, Rodrigo Leão, e tantos, mas tantos outros.
16.Pintores de eleição? 
R- Caravaggio, Edward Hopper, Almada Negreiro, Amadeo de Souza Cardoso, Francis Bacon, Francis Picabia, Paula Rego, Sarah Afonso, Helena Almeida, etc.
17.Quais são os seus escritores favoritos? 
R- Ui. Eça, Mishima, Bulgakov, Nelson Rodrigues, Ruy Castro, Clarice Lispector, Ruben Fonseca, Philip Roth, Ian McEwan, Lydia Davis, Stig Dagerman, Sylvia Plath, Javier Marias, Orhan Pamuk, José Cardoso Pires, Isabela Figueiredo, Elizabeth Strout, etc, etc, etc (vou-me esquecer de tantos).
18.Quais os poetas da sua eleição? 
R- Rilke, Adília Lopes e Golgona Anghel.
19.O que mais aprecia nos seus amigos? 
R- A cumplicidade.
20.Quais são os seus heróis? 
R- O mais parecido que conheci ultimamente nessa categoria estratosférica: Barack Obama, Papa Francisco e Marielle Franco.
21.Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
R- os que sofrem e os que transgridem (e na vida real também). Adoro a Bovary, a Anna Karenina.
22.Qual a sua personagem histórica favorita?
R- Carlota Joaquina - porque esteve sempre do lado errado da História.
23.E qual é a sua personagem favorita na vida real? 
R- A que tento ser, nem sempre com grandes resultados (mas como dizia o Pedro Paixão: «viver todos os dias cansa»).
24.Que qualidade(s) mais aprecia num homem? 
R- Sentido de humor, curiosidade e inteligência. Ah, e capacidade de surpreender, adoro surpresas.
25.E numa mulher? 
R- Igual.
26.Que dom da natureza gostaria de possuir? 
R- O dom da multiplicação dos pães (espera… isso é o milagre).
27.Qual é para si a maior virtude? 
R-  Justiça. Ou talvez a compaixão.
28.Como gostaria de morrer? 
R- Em paz.
29.Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
R- Uma duna do deserto. Uma mulher sem medo.
30.Qual é o seu lema de vida? 
R- Claramente: vive e deixa viver.


Dulce Garcia na "Novos Livros" | ENTREVISTAS


PUB.

Todas as famílias têm uma história.

Todas as histórias contam. 


Descubra as suas em RAÍZES PORTUGUESAS

CARLOS ALBERTO MACHADO


Carlos Alberto Machado nasceu em 1954. Tem um rico e diversificado percurso na área cultural desde 1969: poeta, romancista, contista, programador e gestor cultural, dramaturgo, cronista e homem de jornais. Mais recentemente, dedica-se à edição de livros com a chancela Companhia das Ilhas.
Dos seus livros, destacam-se: Registo Civil-Poesia ReunidaTeatro Reunido (2000-2010). Na ficção, entre outros: dois livros de contos (Estórias Açorianas e Novas Estórias Açorianas) e vários romances (Hipopótamos em Delagoa Bay, O Mar de Ludovico e, mais recentemente, Puta de Filosofia)
____________________
1.O que é para si a felicidade absoluta?
R- A perfeição de um minuto na perspectiva de outro igual.
2.Qual considera ser o seu maior feito? 
R- A cobardia.
3.Qual a sua maior extravagância? 
R- Livros.
4.Que palavra ou frase mais utiliza? 
R- Um, uma.
5.Qual o traço principal do seu carácter? 
R- O ligeiramente inclinado para a esquerda.
6.O seu pior defeito? 
R- A ignorância.
7.Qual a sua maior mágoa?
R- A morte da minha avó materna.
8.Qual o seu maior sonho? 
R- Húmido.
9.Qual o dia mais feliz da sua vida? 
R- O do nascimento da minha filha.
10.Qual a sua máxima preferida? 
R- Não tenho.
11.Onde (e como) gostaria de viver? 
R- Onde não pensasse mudar-me para um sítio melhor.
12.Qual a sua cor preferida? 
R-  Não tenho.
13.Qual a sua flor preferida? 
R-  Não tenho.
14.O animal que mais simpatia lhe merece?
R- Não tenho.
15.Que compositores prefere? 
R- Marc-Antoine Charpentier, Arvo Pärt, Mozart...
16.Pintores de eleição? 
R- Turner, Rembrandt, Goya...
17.Quais são os seus escritores favoritos? 
R- Ésquilo, Nietszche, Baudelaire, Thomas Mann, Thomas Bernardt, V. Woolf,  Rabelais, WG Sebald, Caneti, TS Eliot, Dostoievski, Manoel Barros, R Nassar, Borges, Cervantes, R Brandão, Ruy Belo, Jorge de Sena, Maria Velho da Costa, Céline, J-K Huysmans, J. Conrad, C. Magris, PP Pasolini...
18.Quais os poetas da sua eleição? 
R- Ver acima.
19.O que mais aprecia nos seus amigos? 
R- A amizade.
20.Quais são os seus heróis? 
R- Não tenho.
21.Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
R- Schweik (O valente Soldado Schweik), Oscar (O Tambor de Lata), Woyzeck (Woyzeck), Pierre Riviere (Eu, Pierre Rivière que matei...)...
22.Qual a sua personagem histórica favorita?
R- Não tenho.
23.E qual é a sua personagem favorita na vida real? 
R- Não tenho.
24.Que qualidade(s) mais aprecia num homem? 
R- A amizade.
25.E numa mulher? 
R- A amizade.
26.Que dom da natureza gostaria de possuir? 
R- A serenidade.
27.Qual é para si a maior virtude? 
R-  O aceitação do medo.
28.Como gostaria de morrer? 
R- Lúcido.
29.Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
R- Um ser que por aqui não ficasse muito tempo.
30.Qual é o seu lema de vida? 
R- Que felicidade ter um lema de vida!


Carlos Alberto Machado na "Novos Livros" | ENTREVISTAS
(Fotografia: Fernando Resendes/Teatro Micaelense)

Fernando Correia | O que Eu Sei de Mim

1. Qual a ideia que esteve na origem desta autobiografia?
R- Comemorar os meus 60 anos de comunicação, na rádio, imprensa e televisão, deixando ao mesmo tempo uma visão histórica daqueles anos, sobretudo 60 e 70, com toda a envolvência da censura, do estado novo, da ditadura, da ânsia de liberdade. Ao mesmo tempo contar alguns episódios verídicos da minha carreira que me ajudaram a crescer profissionalmente e a ter uma outra visão do Mundo. Também percebo que este seja, ao mesmo tempo, um livro de vida. 

2. Dos 60 anos de carreira profissional, consegue escolher o episódio mais marcante, que que mais o impressionou?
R- Sem dúvida as reportagens de guerra e morte (sem sentido) vividas em Angola durante 4 meses no início do ano de 1961 e também a partida dos barcos para as Colónias repletos de soldados que não sabiam muito bem ao que iam e o regresso dos contingentes militares que tinham outra missão: a de entregar às famílias os corpos dos companheiros mortos.

3. E agora, Fernando: o que espera do futuro?
R- Enquanto tiver voz quero continuar a fazer rádio e televisão. Vou escrever mais e mais, enquanto a mente me ajudar. Por enquanto sinto-me um homem sem idade que quer ser útil à vida.
__________
Fernando Correia
O que Eu Sei de Mim (Autobiografia)
Guerra e Paz   13,90€
Fernando Correia na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

Rosa de Porcelana | Márcia Souto/Filinto Elísio: "Uma editora que contribua para aumentar níveis e qualidade de leitura continua a ser nossa ambição."

1-Como descreve o projecto editorial que está na génese da Rosa de Porcelana?
R- O projeto que funda a Rosa de Porcelana Editora é de um centro cultural, com várias componentes e fases. Começámos pela componente editorial, escrita e leitura, ainda em vias de se consolidar, considerando ter sido o nosso primeiro propósito publicar e circular livros nos países e nas comunidades emigradas de língua portuguesa. Uma editora que contribua para aumentar níveis e qualidade de leitura continua a ser nossa ambição. Quatro anos passados, estamos ativos no mercado cabo-verdiano e português, com expetativas de nichos de mercado angolano e brasileiro. Nesse meio tempo, criámos e organizamos o Festival de Literatura-Mundo do Sal, com forte pendor de encontros internacionais de autores e de livros. Temos participado também em vários certames internacionais. No limiar da primeira fase ainda.

2-Em termos de géneros ou áreas temáticas, quais vão ser as principais apostas da editora?
R- Temos privilegiado muito a poesia, mas também casos de romance, crónica e ensaio. Entretanto, estamos sempre abertos a obras de referência e de miscelânea. A editora não descura entrar de forma mais sistemática em todos os campos literários e não só, porquanto temos não perder de vista, a médio trecho, o livro escolar e académico.

3-Para os próximos meses, que títulos ou autores têm em carteira para surpreender e conquistar os leitores portugueses?
R- Publicámos agora Manuel Halpern (com crónicas) e, no ano passado, José Luis Peixoto (com teatro), Jorge Carlos Fonseca (com romance), Olinda Beja (com poesia) e José Luiz Tavares (com poesia), para citar alguns. Nos próximos meses, entre vários projetos, temos os romances de Evel Rocha e de Dina Salústio, a antologia poética pessoal de Vera Duarte, a miscelânea poética de Filinto Elísio, o ensaio sobre o crioulo de Cabo Verde com Manuel Veiga, a organização de um livro de inéditos de Amílcar Cabral e mais um de Arménio Vieira. Há mais produção, muitas surpresas, mas ainda em negociação com os autores.
__________
Editora Rosa de Porcelana | WEBSITE



Nuno Camarneiro | O Fogo Será a Tua Casa

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Fogo Será a Tua Casa»?
R- Há em todos os meus livros algum tipo de continuidade – o trabalho sobre a linguagem, alguns temas (o medo, a religião, a definição do “eu”, etc) e um fundo melancólico misturado com o humor. Por outro lado procuro que cada livro seja um desafio e uma proposta diferente, que me obrigue a aprender e a testar novos instrumentos, que me ponha à prova e me leve a arriscar. Neste livro escrevo na primeira pessoa (como não tinha feito), exploro culturas diferentes e ficciono a minha própria vida. Talvez a minha formação científica me leve a rejeitar fórmulas, a encarar a literatura como um laboratório e cada livro como uma nova experiência.

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Este livro surgiu de uma vontade de conhecer o mundo islâmico, uma realidade geográfica tão próxima e, ao mesmo tempo, tão distante do ponto de vista filosófico e cultural. A meu ver os conflitos civilizacionais das últimas décadas têm sido mal compreendidos, levando a extremismos, a simplificações ou a relativismos fáceis que pouco têm feito pelo conhecimento e uma eventual compreensão mútua. Nem somos a mesma coisa nem coisas contrárias, mas só o poderemos entender se nos estudarmos mutuamente. Este livro foi um esforço meu nesse sentido e espero que os meus leitores continuem e aprofundem esta curiosidade.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Este momento é para mim o mais feliz enquanto escritor. Tenho muitas ideias em potência, temas que me interessam, realidades diferentes e até formatos literários (conto, romance, reportagem?). Enquanto o próximo livro não começar a ser escrito será um pouco de todas essas coisas e planeio prolongar por mais algum tempo este prazer.
__________
Nuno Camarneiro
O Fogo Será a Tua Casa
Publicações D. Quixote   15,90€
Nuno Camarneiro na "Novos Livros" | ENTREVISTA

VALTER HUGO MÃE


Valter Hugo Mãe nasceu em 1971, em Angola. Vive há muitos anos em Portugal. É autor de mais de 30 livros repartidos por ficção, poesia e livros infantis. 
A sua obra já recebeu várias distinções, com destaque para Prémio Almeida Garrett (1999), Prémio Literário José Saramago (2007) e Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura Melhor Romance do Ano (São Paulo, 2012).
Tem uma licenciatura em Direito e fez uma pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Depois de vários anos de ausência na escrita poética, o seu último livro é uma antologia pessoal da sua própria poesia.
Para além da literatura, participou activamente na fundação das editoras Quasi Edições e a Objecto Cardíaco. Dirigiu a revista Apeadeiro. Dedica-se ao desenho (primeira exposição individual em Maio de 2007) e, na música, participou no grupo Governo.
Apresenta um programa de entrevistas no Porto Canal.
___________________
1.O que é para si a felicidade absoluta?
R- Breves instantes em que não nos trocaríamos por nada de ninguém. 
2.Qual considera ser o seu maior feito? 
R- A capacidade de amar alguém.
3.Qual a sua maior extravagância? 
R- A generosidade por vezes demasiada.
4.Que palavra ou frase mais utiliza? 
R- Obrigado.
5.Qual o traço principal do seu carácter? 
R- Saber esperar.
6.O seu pior defeito? 
R- A ingenuidade.
7.Qual a sua maior mágoa?
R- Ter perdido a esperança em algumas pessoas de quem gostei mais do que devia.
8.Qual o seu maior sonho? 
R- Escrever sempre um livro melhor.
9.Qual o dia mais feliz da sua vida? 
R- O dia de nascimento do meu primeiro sobrinho.
10.Qual a sua máxima preferida? 
R- Fia-te na Virgem e não corras.
11.Onde (e como) gostaria de viver? 
R- Poderia passar por muitas casas, muitas terras em muitos países. Mas a minha casa é entre família e amigos. Estar em Vila do Conde é contingência da felicidade possível.
12.Qual a sua cor preferida? 
R- Amarelo forte.
13.Qual a sua flor preferida?
R- Buganvília.
14.O animal que mais simpatia lhe merece?
R- O cão. O meu cão chama-se Crisóstomo. É um rafeiro muito adormecido e fiel.
15.Que compositores prefere? 
R- Bach, Vivaldi, Brahms, Mahler. Não posso esquecer também Wagner e Rachmaninoff. 
16.Pintores de eleição? 
R- Bosch, Rembrandt, Bacon.
17.Quais são os seus escritores favoritos? 
R- Lautréamont, Kafka, Camus, Lispector.
18.Quais os poetas da sua eleição? 
R- Rimbaud, Girondo, Herberto, Gamoneda, Luís Miguel Nava, Sharon Olds.
19.O que mais aprecia nos seus amigos? 
R- A fidelidade.
20.Quais são os seus heróis? 
R- Os capazes da generosidade.
21.Quais são os seus heróis predilectos na ficção?
R- Adoro o Gregor Samsa. Adoraria tê-lo inventado.
22.Qual a sua personagem histórica favorita?
R- Cristo.
23.E qual é a sua personagem favorita na vida real? 
R- Luther King e Mandela. Impressionam-me muito.
24.Que qualidade(s) mais aprecia num homem? 
R- A estabilidade.
25.E numa mulher? 
R- A estabilidade.
26.Que dom da natureza gostaria de possuir? 
R- O de curar.
27.Qual é para si a maior virtude? 
R- A generosidade.
28.Como gostaria de morrer? 
R- Sem o saber.
29.Se pudesse escolher como regressar, quem gostaria de ser?
R - Pai, avô. 
30.Qual é o seu lema de vida? 
R- Um dia vai ser melhor.


Valter Hugo Mãe na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

AUTORES PORTUGUESES EM DESTAQUE

livro-ensina-me-a-voar-mrec

Eduardo Ramadas Silva | A Boleia

1- «A Boleia» é o seu primeiro romance: como espera olhar para ele daqui a 20 anos?
R- Daqui a 20 anos quando olhar para o meu primeiro romance que escrevi vou olhar com muito amor e carinho. Irei também sentir um grande orgulho saudável por ter tido a coragem e a determinação de ter apanhado Boleia na Ficção.

2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- A ideia que deu origem a esta obra de ficção foi: da minha vertente profissional as centenas de adolescentes com que trabalhei admitiram me sempre que fizeram “más escolhas” na vida ; e da minha vertente pessoal foi o ter acompanhado o meu filho mais velho, Guilherme, a viver um período “perdido”.

3- Pensando nas suas escolhas no futuro: que livro escrever a seguir?
R- O próximo livro será de auto ajuda, uma obra de não ficção, na verdade é a minha zona de conforto. Já iniciei a escrita da próxima obra e estou amar cada texto de meditação diária que escrevo porque consegue multiplicar a paz e a tranquilidade da nossa mente.
__________
Eduardo Ramadas da Silva
A Boleia
Guerra e Paz   14€

Siga a "Novos Livros" por Email

A BIBLIOTECA

A BIBLIOTECA
(C) Vieira da Silva

Diga não ao cruel comércio da morte.