Diga não ao cruel comércio da morte.

Luís Bento | Des Existir do Improviso

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Des Existir do Improviso»?
R- É uma excelente questão que me faz repensar o significado de obra, obra como objecto em construção, obra como objecto inacabado. Nesse sentido, «Des existir do Improviso» é mais uma ferramenta, ou antes, mais um pouco de argamassa num trabalho que venho a desenvolver há algum tempo e que materializa um percurso conscientemente inclusivo e aberto, ostensivamente ramificado. Este livro representa uma evolução no que escrevo, nos valores e princípios que pretendo discutir. O humor amargo, o sarcasmo, os murros no estômago, a estilística e as ideias estão lá, à semelhança de outros textos e livros do passado, mas aparecem agora (creio) de forma mais madura.

2-Esta é a segunda vez que recebe o Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres: que significado tem para si?
R- Quem escreve, pretende fazer chegar a sua voz ao outro, contribuir com ideias para um debate, para uma leitura, acima de tudo para ajudar a mudar um pouco o panorama literário. Ser distinguido com um prémio literário de grande qualidade e prestígio, como é o Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, ainda por cima pela segunda vez, é uma excelente motivação para ganhar experiência, curriculum e continuar a acreditar na consolidação de um projecto pessoal de escrita.  Tive oportunidade de referir no passado que, mais que o valor monetário do prémio, o importante é o patrocínio para a edição do livro, o lançamento e todo o trabalho de divulgação da obra, incentivo de peso para ajudar a descobrir novos valores na poesia e na cultura conforme outras iniciativas do género da União de Freguesias Fânzeres/S. Pedro da Cova.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever ou a preparar para editar?
R- No momento, enquanto aguardo resposta para publicação de um romance de 2017 que também foi distinguido com um prémio literário, estou a ultimar a continuação dessa história que muito gostaria de ver publicada. No primeiro romance um escritor acorda em sobressalto durante a noite quando um homem de negro lhe bate à porta trazendo um jogo de xadrez debaixo do braço. Cansado das suas queixas e reclamações, o homem de negro propõe-lhe disputar uma partida, se o escritor perder, dar-lhe-á nova oportunidade de vida, apagando a sua memória sem termo de comparação com a existência anterior, não sabendo sequer, que algum dia teve uma existência anterior, se ganhar tem a liberdade de recusar a proposta... E a vertigem desenrola-se em forma de roteiro cinematográfico, entre episódios e considerações sobre a revolução, a inércia, a felicidade, a memória, a falta de vontade, uma crítica revisionista ao sebastianismo, ao pós-revolução, ao desencanto, à sociedade que leva um idoso a urinar-se, perna abaixo, numa patética tentativa de assalto a um banco, com meia dúzia de personagens sui generis convocadas com humor amargo, quase ao cair do pano, para um final inesperado… No segundo romance, para além da evolução das personagens da história anterior, surge um apresentador de televisão em cujo programa, um dos convidados morre em directo. O programa continua enquanto os outros convidados vão sustendo o corpo do morto e respondendo por ele. Quando o público se apercebe do sucedido, começa a exigir mortos em palco e então os espectadores fazem filas à porta do estúdio, a levar acamados e moribundos para ver se morrem em directo. Gera-se um debate sobre a morbidez da ideia, o desmoronamento da sociedade e, no auge das audiências, do conflito e do debate, depois de uma cena em que um filho entra em estúdio para se suicidar, também em directo, o apresentador morre subitamente…e depois… bom, e depois o melhor é esperarmos para ver quando sai o romance…
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Luís Bento
Des Existir do Improviso
Chiado Editora  10€

Luís Bento na Novos Livros | ENTREVISTAS

Anabela Mota Ribeiro | Por Saramago

1-Como surgiu a ideia deste seu livro «Por Saramago»?
R-Como jornalista, o género a que mais me dediquei foi a entrevista. Gosto de perguntar, gosto de escutar, gosto do efeito de detonação que surge das palavras do entrevistado, da potencialidade que há no diálogo. Isso permite-me pensar com outra pessoa, e depois seguir os meus próprios caminhos, autonomamente, ajuda-me a compreender e a criar perplexidades.  Não raro, entrevistei mais do que uma vez uma pessoa. Essa conversa continuada, em andamento, suscitada por um livro, pelo novo, e que normalmente acontece quando temos do outro lado um criador, permite um aprofundamento da relação. Então, não sei reconstituir o momento exacto em que pensei fazer "Por Saramago", mas percebi que as várias viagens ao universo saramaguiano (as entrevistas a José e a Pilar, o texto sobre a casa de Lanzarote, a ida ao México ou ao Brasil "com" Saramago que me deixaram perceber uma devoção táctil pelo autor) constituíam um testemunho importante e eram uma forma de dizer o quanto o admiro. Depois, eu já tinha feito "Paula Rego por Paula Rego", também com entrevistas, com um apuro estético incrível e a mão segura da editora Guilhermina Gomes da Temas e Debates; e achei que fazia sentido replicar, de um ponto de vista formal, esse objecto tão conseguido. Por isso, além dos textos, há em "Por Saramago" uma colecção de fotografias que iluminam o texto. São cerca de 65, todas originais, todas feitas de propósito para o livro, da autoria da Estelle Valente. Os dois livros têm capa dura, uma sobrecapa, um papel que apetece cheirar, uma impressão excelente. 

2-Ao escrever este livro, ainda se surpreendeu com alguma nova faceta de José Saramago?
R-Surpreendo-me sempre com os entrevistados, mesmo quando os entrevisto mais do que uma vez e mesmo quando parece que já disseram tudo. Há sempre uma cintilação nova. Cada encontro tem uma dinâmica própria que depende dos sujeitos, do momento em que estão, da sintonia, e também do que suscita a entrevista. Acho que me surpreendi, a primeira vez que o encontrei, por ser mais gentil do que sisudo, pela disponibilidade para pensar alto.

3-Neste livro foca a sua atenção em dois livros («As Pequenas Memórias» e «A Viagem do Elefante»): porquê?
R-Fernando Gómez Aguilera, biógrafo de Saramago, comissário da exposição A Consistência dos Sonhos, assina o posfácio do meu livro, a que chama O último fulgor de Saramago. De facto, são os últimos anos que estão representados no meu livro. As entrevistas a Saramago têm como pretexto os dois últimos livros (as "Pequenas Memórias" e "A Viagem do Elefante"), a entrevista a Pilar del Río aconteceu por altura de "Caim". Mas estes livros são apenas o ponto de partida para o diálogo; entendo-os sempre como caminhos de onde partimos para chegar a outros lugares, esperados ou não, principais ou secundários. Por exemplo, a entrevista com Pilar ensinou-me muitas coisas sobre o que é crescer no franquismo (como aconteceu no caso dela), além de revelar aspectos importantes de Saramago e da relação que tinham. Esse é o lado bom de uma entrevista: sabemos como começamos, não sabemos onde vamos dar. 
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Anabela Mota Ribeiro
Por Saramago
Temas e Debates   19,90€

João Carlos Alvim | A Confraria dos Espectros

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «A Confraria dos Espectros»?
R-«A Confraria dos Espectros», que pode ser lido como um livro de fantasia de inspiração híbrida - que vai buscar sugestões a obras tão díspares como as do romance gótico inglês, as narrativas do Nerval dos «Iluminados», certas histórias do Balzac, o Stendhal das «Crónicas Italianas» ou ainda alguns romances de aventuras de Dumas pai - pretende acima de tudo constituir a primeira peça de uma história pessimista do mundo contemporâneo, em que se torne aos poucos evidente como é que chegámos até aqui - ao ponto complicado em que agora estamos - e como são escassos e pouco auspiciosos os horizontes que temos pela frente. Este primeiro romance centra-se no passado - numa época entre 1830 e 1911 - em que aos poucos começaram a vir ao de cima todos os elementos da «civilização» ocidental, tal como se desenhou nos últimos duzentos anos: a violência absurda, que devora os seus próprios fautores, o liberalismo que faz com que tudo se compre e tudo se venda - ainda mesmo as pessoas e os seus afectos - e um racismo biológico e social que levou aos grandes massacres do século XX. A este, outros romances se seguirão - e também um livro de ensaios - relativos esses ao presente e ao futuro. 

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R-Estamos a presenciar hoje uma estranha confluência dos extremos - pense o leitor em exemplos como o do actual governo italiano -, mas essa confluência, que tendemos a supor inédita, é na realidade já antiga. Em Portugal, por exemplo, o ódio ao cartismo e aos governos da rainha D. Maria II fez com que em dado momento se tivessem mancomunado setembristas (isto é, simplificando, a extrema esquerda da época) e miguelistas (ou seja, também simplificando, a extrema direita de então). Foi este o ponto de partida do romance. Como o leitor verá, a «confraria» reúne gente com objetivos muito diversos, que se alia no entanto para concretizar os seus intentos díspares. A esse topos gostaria de acrescentar outro elemento: eu não queria escrever um romance histórico, no sentido tradicional do termo; queria que por detrás da história imaginária da «confraria» se pudesse ler uma história em segundo grau, a história social e política de uma dada época, e que a isso se agregasse também o elemento fantástico - que tão importante foi para a construção da mundividência europeia dos séculos XIX e XX. 

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Como já referi, estou a escrever um novo romance sobre o fim da humanidade tal como a conhecemos e um livro de ensaios que será - tentará ser - a justificação refletida dessas minhas «ficções».
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João Carlos Alvim
A Confraria dos Espectros
A Esfera dos Livros  21,20€

Vera Duarte | A Reinvenção do Mar

1-O que representa, no contexto da sua obra, "A Reinvenção do Mar"?
R-Sem dúvida representa um importante marco na minha escrita pois trata-se da minha décima obra, com a qual comemoro os 25 anos de publicação. Em 1993 estando em Lisboa e tendo reunido um número interessante de poemas, muito bem acolhidos pela crítica, decidi preparar um livro e enviei para uma editora portuguesa que não me conhecia. O livro foi imediatamente aceite para publicação. No conselho editorial estava a professora Ana Mafalda Leite com que vim a tornar-me grande amiga. Desde então publiquei de vez em quando por diletantismo e não me achava a altura de ser considerada escritora. Com a publicação deste décimo livro, e após ter ganho alguns prémios literários, já consigo considerar-me poeta e escritora. É aliás de justiça dizer que após ter-me aposentada da minha carreira profissional na magistratura judicial (sou desembargadora) a escrita acolheu-me de forma generosa. Como sempre trabalhei não saberia viver na inatividade. Este livro vem assim assinalar esta minha verdadeira segunda vida.

2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Há algum tempo a Professora Doutora Ana Mafalda Leite propôs-me fazer uma antologia da minha poesia… Depois em conversa com os editores da Rosa de Porcelana, Filinto Elísio e Márcia Souto, entendemos que era chegada a altura de publicar uma antologia. A ideia de comemorar os 25 anos de publicação com um décimo livro surgiu a meio do processo de edição mas acabou por ser determinante. Tenho tido a sorte de ter uma boa e ampla fortuna crítica, sobretudo da parte dos leitores e estudiosos brasileiros e têm assinalado muito a minha ligação ao mar, o que é uma evidência na minha escrita. Assim decidi que o título ficaria ligado ao mar. E dado que o mar de Cabo Verde, para além de que tem sido sempre um meio de ligação ao mundo, um meio de subsistência da população e um meio de inspiração de poetas e escritores, vem-se revelando agora como um depositário de outras riquezas e um veículo de outros diálogos. Daí o título da reinvenção do mar.

3- Pensando no futuro o que está a escrever neste momento?
R- Apesar da poesia ter sido sempre a minha área de eleição na escrita, cada vez mais venho sentindo a vontade de escrever romances. Assim, após a publicação de A Matriarca, uma Estória de Mestiçagens no ano passado (2017) estou neste momento, entusiasmada, a escrever um novo romance. E sinto que é este o caminho que eventualmente vou trilhar nos próximos tempos pois há outros temas e enredos que vêm bailando na minha mente, pedindo-me a escrita.
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Vera Duarte
A Reinvenção do Mar-Antologia Poética
Rosa de Porcelana  15€

Amadeu Lopes Sabino | O Todo ou o Seu Nada

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Todo ou o Seu Nada»?
R- O regresso a uma época que vivi intensamente, o fim da ditadura portuguesa, a transição, o início do novo regime. Interessam-me muito a ideia, o tempo e as muitas faces de uma transição de regimes, momento contraditório e criativo em que as personalidades se forjam e se revelam. O homem, dizia Nietzshe, é transição e queda. 

2-Ao escrever este romance, o que o mais o fascinou em João Falcato?
R-João Falcato (1915-2005), que conheci bem, foi um homem sempre em trânsito: entre a glória, a queda e a ressurreição. Genial na banalidade, criativo na insignificância, indiferente à grandeza e à catástrofe, inteiro na tragédia. 

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento? 
R-Penso pouco no futuro, o que, tendo em conta a minha idade, é sinal de alguma prudência. Escrevo tudo e escrevo nada. O que resultará, eis um enigma. Gosto de enigmas.
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Amadeu Lopes Sabino
O Todo ou o Seu Nada
Bizâncio  15€

Vítor Rodrigues | O Livro da Ignorância

1-Qual a ideia que esteve na origem de «O Livro da Ignorância»?
R- Há uns quantos anos atrás, na Suíça, estava a terminar uma acção de formação em Psicologia Transpessoal e algumas pessoas, algo impressionadas com a mesma, perguntavam porque é que eu não era um Guru e não tinha uma escola. Expliquei que jamais pensaria em colocar-me em tal papel - mas depois, perante algum entusiasmo, disse que "quanto muito, poderia ser Guru da ignorância" "uma vez que estaria qualificado para tal". Mais tarde, achei interessante explorar a ideia de um tal personagem em forma literária.  

2-Quem é o protagonista do livro: Amnésio, o Guru da Ignorância?
R- Para vários fins, o protagonista é de facto Amnésio, Guru da Ignorância, vindo da distante terra de Somnia e fundador da Escola da Ignorância. Noutro sentido, o protagonismo deve ser atribuído aos próprios discursos da ignorância em que ele discorre extensamente sobre a imensidão do que ignora acerca de si mesmo, dos outros, do mundo, do universo... Detalhando o pouco que sabemos a cada momento das nossas existências.

3-Se pudesse resumir numa frase a essência deste livro, qual seria?
R- Destilar Sabedoria a partir da Humildade e da ignorância consciencializada.
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Vítor Rodrigues
Livro da Ignorância
Nascente  13,99€

João Nuno Azambuja | Os Provocadores de Naufrágios (primeira página)


O novo livro de João Nuno Azambuja começa assim. 
A história de Klaus Kittel baseada em factos reais durante alguns dos momentos mais marcantes do século XX.

João Nuno Azambuja | Os Provocadores de Naufrágios

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Os Provocadores de Naufrágios»?
R- Devo dizer que o romance é baseado em factos verídicos, conta a história de um alemão, Klaus Kittel, que nasceu na cidade do Porto e combateu na Segunda Guerra Mundial, onde viveu aventuras impressionantes, plenas não só de emoção, pelo que lhe foi dado presenciar e viver, mas também cheias de um sofrimento por vezes insuportável. No contexto da minha obra representa quase uma obrigação, pois as memórias de Kittel, esquecidas numa gaveta da sua casa desabitada, após a sua morte e queda no esquecimento, relatam uma vida humana à deriva nos turbilhões que convulsionaram o século XX. O impacto que aquelas folhas avulsas tiveram em mim levaram-me imediatamente a romanceá-las, uma vez que Kittel foi um homem que recusou render-se à morte e à humilhação e que pôde regressar a casa, após anos de cativeiro em França, mercê de um engenhoso plano de fuga que engendrou. Caso contrário, nunca conheceríamos a história fascinante deste luso-alemão. «Os Provocadores de Naufrágios», além se ser um romance que me deu um gosto enorme escrever, é também um tributo a Klaus Kittel e àqueles que têm a coragem de resistir perante todas as adversidades da vida. É uma lição para quem esquece o passado e se lança de cabeça em novas políticas temerárias.

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Como a ideia para este livro está exposta na descrição anterior, falo aqui do título: «Os Provocadores de Naufrágios». Porquê «Os Provocadores de Naufrágios»? A ideia surgiu-me quase por acaso, porque ainda não tinha título para o romance e já ele ia adiantado. Mas um dia, pegando eu nas «Confissões» de Santo Agostinho, apareceu-me aquele nome numa frase: os provocadores de naufrágios. Referia-se a um bando de desordeiros no tempo da sua juventude que achavam que molestar os outros, principalmente os mais pacíficos, lhes conferia estatuto superior entre os estudantes da escola que frequentavam, como se fossem doutores com o direito a maltratar os caloiros. O jovem Agostinho, imbuído daquele prazer perverso que caracteriza uma certa faceta da humanidade, gostava de fazer parte dos provocadores de naufrágios, até abrir os olhos e dizer a si mesmo: os homens são tão cegos que até sentem orgulho na sua cegueira. O século XX foi pródigo em provocadores, mas ainda hoje os há, e julgam-se no direito de molestar os outros, assim como também há quem se sinta bem na sua companhia, só que muitos abrem os olhos tarde de mais.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Não paro de escrever porque não consigo, e quando vou dormir continuo a pensar no que vou acrescentar ao que escrevo. Felizmente, a minha vontade está muito forte, assim como a imaginação, e até tenho a sorte de encontrar pérolas como as confissões de Klaus Kittel. Aproveitando a pergunta, confidencio que neste momento estou a escrever a história de um cataclismo, um cataclismo imaginário, mas que em vez de forçar as pessoas a agirem para se salvar, elas continuam atoladas na mesquinhez de uma luta diária pela supremacia em relação ao próximo. É nietzschiano, porque sendo eu um grande admirador de Nietzsche (e até o considero o maior filósofo desde Aristóteles), apoiei-me, de uma certa forma, na sua visão do mundo e desta humanidade que muitas vezes se lança em aventuras mais absurdas do que a imaginação mais fecunda é capaz de congeminar.
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João Nuno Azambuja
Os Provocadores de Naufrágios
Guerra e Paz,  16€

Invenções

Logo a abrir o livro ficamos a saber que se trata de um obra "sobre as grandes invenções que mudaram a nossa vida". E, de facto, ao lermos o livro, ficamos mais conscientes de tudo o que nos rodeia e transformou (e melhorou) a nossa existência.
Há uma série enorme de invenções que estão connosco há tanto tempo que nem atribuímos o devido valor. Aliás, a pergunta deveria ser mesmo: e se não tivesse sido inventado, como estaríamos e como bem pior seriam as nossas vidas?
Alguns exemplos: os espelhos, o papel higiénico, o clipe, a anestesia, a escova de dentes, o livro, o dinheiro, os óculos, a Internet, o café, o automóvel, a fita-cola, o avião, a bússola, o frigorífico, a lâmpada, o computador pessoal ou a televisão.
Como seria o nosso mundo e as nossas vidas sem estes e vários outros objectos sobre os quais este livro nos elucida: o seu papel e o seu contexto, a sua história e a dos seus inventores.
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AAVV
O Pequeno Livro das Grandes Invenções
Guerra e Paz, 15,50€

Histórias de Cães

A Guerra e Paz está a editar uma série de "Pequenos Livros" sobre temas interessantes e actuais. 
Em "O Pequeno Livro dos Cães Mais Famosos", ficamos a conhecer a história de 50 animais que fizeram parte da história e da nossa mem´poria.
Desde a Laika que viajou no espaço até ao simpático Bo que viveu na Casa Branca no tempo de Obama.
Sobre todos, a autora conta a história e faz a contextualização. São histórias inesperadas, comoventes e cativantes que, uma vez mais, mostram a profunda relação entre humanos e os seus cães.
Uma relação marcante: quer se trate de um cão famoso de um Presidente não menos famosos; ou se trate de um cão que se limitava a acompanhar um homem nos seus passeios pelo campo tendo ambos desaparecido.
Leitura indispensável pelo menos para todos os que gostam de cães e com eles têm uma ligação muito especial.
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Claúdia Cabaço
O Pequeno Livro dos Cães Mais Famosos
Guerra e Paz,  13,90€

Einstein: percurso inicial

Albert Einstein é muito conhecido como brilhante cientista e reconhecido pelo seus trabalho em vários domínios designadamente a teoria da relatividade.
No entanto, o percurso de Einstein é muito longo e começou muito cedo. Christian Bracco centra a sua atenção no início do século XX e dos acontecimentos que influenciaram a sua carreira de cientista. 
Fica claro que este período representou muito para que Einstein pudesse, mais tarde, afirmar-se e consolidar as suas ideias e as suas descobertas.
Uma obra essencial para o conhecer e compreender uma das figuras mais importantes dos séculos XX e, porque não dizê-lo, o século XXI.
E, ao mesmo tempo, permite-nos conhecer melhor o ambiente da época, designadamente o meio académico,  e os círculos científicos que então preodominavam na Europa.
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Christian Bracco
Quando Alberto se Tornou Einstein: 1895-1901
Bizâncio, 16€

Ler o Papa Francisco


O Papa Francisco é, sem dúvida, uma das figuras do século XXI e as suas palavras costumam ter um grande impacto pela sua clareza, pela sua actualidade, pela sua profundidade e, também, por serem muito inspiradoras.
Em "Terra, Casa, Trabalho" são reunidos três discursos essenciais para conhecer directamente e sem intermediários o seu pensamento sobre temas importantes como as injustiças sociais e económicas, sobre a pobreza e sobre o que cada um pode e deve fazer para criar uma nova e mais justa sociedade.
O Papa Francisco não tem uma receita mágica mas, com este seu testemunho, mostra novos caminhos a crentes e influencia não crentes.
Um outro aspecto importante é a consciência com que defende que a luta contra a o flagelo da pobreza e da miséria, pelo desenvolvimento e pelo bem estar da sociedade está nas nossas mãos.
E, claro, todos teremos de fazer algo para mudar, para construir um mundo melhor. Esse é o desafio que nos é lançado e a interpelação que é feita a todos nós. Indispensável.
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Papa Francisco
Terra, Casa, Trabalho
Temas e Debates, 14,40€

Manuel S. Fonseca | O Pequeno Livro dos Grandes Insultos

1-Como surgiu a ideia de escrever este seu livro «O Pequeno Livro dos Grandes Insultos»?
R- Escrevi, por amor à fala e às palavras da amada cidade de Luanda, um Pequeno Dicionário Caluanda. Ora, depois dessa degustação tropical, veio-me aos sentidos que os sons mais bonitos e as combinações mais imaginativas, por isso mais penetrantes, são as dessa linguagem que se aventura pelos territórios do tabu, ou seja os mais obscenos palavrões, os insultos que fazem correr uma cortina de vergonha pela cara de qualquer um. Estava dado o mote para fazer um livro, ou melhor, uma declaração de amor aos grandes insultos e aos mais nobres palavrões.

2-Sendo um livro pequeno em tamanho, sente-se que houve um pesquisa minuciosa: o que mais o surpreendeu nesse processo?
R- Houve uma onda de amizade. As contribuições chegaram-me de todos os amigos, do recôndito Oriente ao Canadá, passando pela nobre e invicta cidade do Porto. A Guerra e Paz, todinha, e em particular a equipa editorial, deu um precioso contributo, e o miúdo malcriado que descobri ainda existir nesta minha velha carcaça, o adolescente de Luanda, santinho em casa e desbragado na rua, ressuscitou em todo o seu vernacular esplendor. Sim, também houve uns livros pelo meio.

3-Depois de lermos este seu livro, em que estante o devemos arrumar: junto das enciclopédias, dos livros de humor, dos livros de auto-ajuda, dos manuais de negociação ou dos livros inclassificáveis?
R- Este é um livro que nos põe a saltar o coração e nos acaricia dois bons palmos mais abaixo – a que lugar da estante é que isso corresponde? Acho que talvez seja melhor levar este livro para a mesinha de cabeceira. Afinal, está provado, o palavrão é mais do que comunicação, é um processo de interacção directa com os centros de emoção de qualquer ser humano. Uma só classificação: paixão.
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Manuel S. Fonseca
O Pequeno Livro dos Grandes Insultos
Guerra e Paz  13,50€

Manuel S. Fonseca na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

Vergílio Alberto Vieira | O Leitor Irresponsável

1. O que é isso de ser um leitor irresponsável?
R- Ao contrário dos bandeirantes da teorização, que puseram a nu as fragilidades da crítica, levando-a a cair na teia do espírito crítico; e os modelos da função crítica a enredar-se nos fios do criticismo, a minha condição de leitor, assumida em anteriores edições: Os consentimentos do mundo, 1993; A sétima face do dado, 2000; As batalhas fingidas, 2013, responde, quanto mais não seja, pela “arte de desfrutar” qual o acolhimento da obra no panorama literário em que se inscreve; qual o ponto de vista estético, que lhe deu origem; qual o seu enquadramento nos protocolos de leitura da época, etc. Isto, é claro, evitando tornar-me refém, diria O’Neill: “dos aprumados artilheiros do bom senso”, falem eles do alto da cátedra, ou tão-só em nome da comenda que representam, publicitando o lit(e))rato de (s)ódio em que (se) dissolvem tendências de geração e de agentes promocionais.

2. Este livro dá-nos conta de muitas leituras. Que leituras são essas?
R- Os textos que, agora, são dados a conhecer em livro, depois de já terem passado, como diria Sena: a letra impressa no Jornal de Notícias e no Expresso (de 1988 a 1999), retomam o itinerário do (sub)scritor da rememoração e futuridade steinerianas, de que são exemplo: os recursos retóricos e de argumentação; os processos de análise; o alinhamento discursivo - decorrentes da escolha, do objecto crítico - em domínios tão diversos como a poesia, a narrativa, o ensaio, bem como em áreas não necessariamente de foro literário, por razões que se prendem exclusivamente com critérios de gosto estético e prazer textual, os mesmos, de resto, que fazem do leitor, como acerca da arte de ensinar observou Barthes: “predicado apaixonado pelo seu sujeito.” Assim não fosse, que sentido faria escrever sobre autores e obras tão imprevisíveis como as traduções da Bhagavad-Guitá, a Poesia antiga do Japão, a Lírica espanhola de tipo tradicional; ou sobre livros de Jorge Luis Borges, de Italo Calvino, de Graham Green; sobre as reflexões políticas de Lysander Spooner; sobre uma biografia de Jorge Semprúm; sobre A perpspectiva como forma simbólica de Erwin Panovsky; ou sobre os diários de Vergílio Ferreira?

3. Pensando no futuro, o que está a escrever neste momento: poesia, narrativa, ensaio?
R-Seguindo o conselho de Ezra Pound, velha raposa que, mussolinismo à parte, foi (e continua a ser a referência): nada promove o que escreve (ele dizia: o povo), a não ser a nossa conversa. Tendo aceite, porém, responder ao inquérito de Novos Livros, e a coberto de Bartleby que, afinal: escrevia-não-escrevendo, escrever é contrariar a morte do artista sem pactuar com o(s) consentimento(s) do mundo; ou talvez mesmo afrontar as “cousas de folgar” ,vindas dos cancioneiros de Rezende, e travestidas actualmente em: festivais, feiras do livro, concursos literários, prémios – actividades para cujo peditório já contribuí, generosamente, noutros tempos. Na actualidade, leio. Por um lado, pelo puro desejo de estar vivo (e de escrever sol, como diz o poeta de O grito claro); por outro, pela vontade de esclarecer que ofício é este, qual a sua génese. Como reconheceu Camus: “Não se explicam todas as coisas por uma só, mas por todas.” Ah, esquecia-me de dizer que passei o verão, com Pessanha, na foz do Cávado, ocasião para lhe pedir que me deixasse escrever uns versos com o título de Cleptopsydra.
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Vergílio Alberto Vieira
O Leitor Irresponsável
Crescente Branco

Paulo Pinto | A Economia das Coisas

1-Qual a ideia que esteve na origem deste livro “A Economia das Coisas”?
R- O livro teve por base um programa de rádio intitulado “Economia das Coisas” e que foi transmitido na Rádio Renascença durante dois anos. A ideia de escrever o livro foi do editor Rui Couceiro da Contraponto depois de ter ouvido alguns. Depois foi transpor para papel uma linguagem mais coloquial da rádio.

2-Pela facilidade de leitura, o seu livro também poderia intitular-se «Economia para Tótós»?
R- Optaria mais por um título de “Economia para todos” (mas já existe). Não aprecio a palavra totós. É um livro para quem percebe de economia e para quem não percebe nada, mas gostava de perceber. É uma espécie de manual de introdução à Economia, sem ter pretensões de o ser.

3-A Economia é uma ciência abstracta e distante ou está presente diariamente nas nossas vidas?
R – Enquanto disciplina puramente académica admito que é muito abstrata e distante do dia-a-dia, mas a realidade é que há muitas teorias e conceitos que estão presentes nas coisas mais triviais que fazemos, como por exemplo, uma ida ao supermercado ou a hora mais “eficiente” para sair de casa, no sentido de otimizar o tempo e minimizar o gasto de recursos. Ou, entrando num campo mais técnico, qual a melhor decisão para o meu dinheiro? Investir ou poupar? Todas estas alternativas ou escolhas podem ser resumidas a meia dúzia de equações que, em princípio, nos dão a melhor opção possível entre milhares de soluções.
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Paulo Pinto
Economia das Coisas
Contraponto  15,50€

Francisco Moita Flores | O Mistério do Caso de Campolide (primeira página)


Depois de vários romances, Francisco Moita Flores decidiu escrever um policial. Com o seu talento e a sua muita experiência na Polícia Judiciária, só podemos esperar um bom livro: "O Mistério do Caso de Campolide" começa assim. 

Francisco Moita Flores | O Mistério do Caso de Campolide


1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Mistério do Caso de Campolide»?
R- É o meu primeiro livro policial. Uma aventura por uma técnica narrativa diferente, criando uma história de intriga detectivesca no apogeu do Estado Novo.  É, por outro lado, uma resposta a centenas de leitores que me interpelavam para saber quando escreveria um romance policial. No contexto da minha carreira literária é mais um romance. Desta vez procurando decifrar as emergentes mentalidades dominadas pelo salazarismo. Julgo que é um bom romance.

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- O pretexto foi visitar o Estado Novo durante o seu apogeu. Salazar e o salazarismo são temas inquietantes dos quais nos aproximamos sempre com preconceito. Quis olhar este tempo com distância crítica. Ir para além da política e penetrar nos quotidianos de Lisboa. Foi um belo exercício que me continua apaixonar, e que continuo a estudar, mesmo após a publicação do Mistério do caso de Campolide.

3-De que forma a sua experiência profissional como investigador da Polícia Judiciária influenciou a escrita deste romance?
R- Influenciou bastante, como pode imaginar. Conheço bem os mecanismos de pensamento dos detectives, conheço bem a nossa criminalidade (a de hoje e de ontem), conheço o jargão, as motivações. Embora a acção decorra em 1937. Nessa altura a PIC, a Polícia de Investigação Criminal, que seria a 'mãe' da Polícia Judiciária já ganhara uma cultura própria no domínio da investigação. É seguramente o romance que escrevi até hoje, onde o meu passado serviu como objecto de pesquisa.
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Francisco Moita Flores
O Mistério do Caso de Campolide
Casa das Letras  18,90€

Francisco Moita Flores na "Novos Livros" | ENTREVISTAS

Cláudia Clemente | A Preto e Branco

1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «A Preto e Branco»?
R- Este livro é uma espécie de "regresso às origens", neste caso, aos contos breves, género literário com que me estreei na literatura. Depois de ter publicado dois livros de contos, uma peça de teatro e um romance, decidi aceitar o desafio do Hugo Xavier, que resultou neste "A Preto e Branco". Este projecto conjunto era já antigo, uma vez que os contos estavam escritos há quase dez anos, quando o Hugo ainda estava no grupo Babel. Assim que criou a e-Primatur (e a Book-Builders), decidimos retomar este livro, e convidámos diversos artistas para participar no projecto.

2-Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- A ideia era conjugar contos muito breves - uns terão meia página, outros uma - com o trabalho de artistas de estilos e origens muito diferentes entre si. Assim, o ilustrador Sérgio Condeço, por exemplo, elaborou desenhos para alguns dos contos, o cineasta Edgar Pêra criou imagens para outros, bem como a pintora Cristina Troufa, a designer Susana Villar, o Ricardo Castro, o Bruno Leal, etc. A capa é um trabalho do Luís Manuel Gaspar. Foi um trabalho colectivo.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Neste momento tenho entre mãos um novo romance, que me está a dar muita luta, de há 3 anos para cá. Estou também a escrever contos, como sempre.
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Cláudia Clemente
A Preto e Branco
BookBuilders  15,90€

J.-M. Nobre-Correia | Teoria da Informação Jornalística

P-Qual a ideia que esteve na origem deste livro “Teoria da Informação Jornalística”?
R- Durante 31 anos, dei a estudantes de Ciências da Informação e da Comunicação, na Université Libre de Bruxelles, uma matéria que mudou duas vezes de nome e que acabou por se intitular Teoria da Informação Jornalística. Como apoio às exposições orais desta matéria, publiquei um manual (Théorie de l’Information Journalistique) que teve 21 edições diferentes e várias reimpressões. Manual que alguns amigos portugueses me propuseram mais de uma vez que eu o publicasse em Portugal. Mas eu nunca tive a disponibilidade de tempo necessária para me ocupar de uma edição em português… Regressado a Portugal, após mais de 45 anos de residência em Bruxelas, resolvi ocupar-me eu próprio da tradução e da devida adaptação : não se trata pois exatamente do mesmo livro, a edição em francês sendo bastante mais extensa. E decidi fazê-lo porque penso que não há livro nenhum do mesmo género publicado em português e tendo como autor um português. Há é verdade vários livros (não muitos) de caráter mais técnico, mais pontual. Pelo que, no ensino superior como nos meios mediáticos, se recorre então a edições brasileiras, por vezes espanholas ou anglo-americanas, com que isto poderá ter de insatisfatório. E o mesmo são obrigados a fazer os cidadãos portugueses que se interrogam sobre a evolução atual dos média e da informação jornalística. Por fim, achei que, sair de uma abordagem puramente portuguesa e propor uma perspetiva europeia do tema, não seria desprovido de interesse : os leitores di-lo-ão…

2-Para quem há tantos anos estuda o Jornalismo, como analisa agora o tempo das "fake news"?
R- Sempre houve notícias falsas na história dos média, desde o nascimento da imprensa. Notícias voluntariamente falsas : por iniciativa dos média, para fazer vender papel ou aumentar audiências ; ou por iniciativa de meios exteriores aos média, para lançar descrédito sobre concorrentes, por exemplo. Ou notícias involuntariamente falsas : por incompetência ou/e precipitação dos média, para procurar anunciar um facto antes dos concorrentes, para ter uma “exclusividade”. O que mudou radicalmente é o facto de, com a internet, os antigos recetores (leitores, ouvintes, espectadores) passarem a poder ser também emissores. Pelo que somos inundados de informações que têm por origem os meios jornalísticos (que em princípio respeitam um certo número de princípios técnicos e deontológicos), mas também por outras de origem conhecida ou perfeitamente anónima e que, na grande maioria dos casos, nada têm de jornalístico.
Ora, os meios dirigentes como os meios minoritários sempre procuraram influenciar os média e a prática jornalística, a maneira como os média dão conta da atualidade e a interpretam. Com a internet, a partir da segunda metade dos anos 1990, esses mesmos meios deixaram de ter obrigatoriamente que passar pelos jornalistas e pelos média tradicionais : passaram eles mesmos a emitir toda a espécie de notícias verdadeiras, aproximativas ou falsas. Há um ditado que tem aspetos horríveis e que diz “não há fumo sem fogo”. Pelo que as notícias desprovidas de factualidade, de veracidade, deixam sempre um certo rasto de credibilidade ou pelo menos de dúvida. E como, com a internet e as chamadas “redes sociais” passou a haver milhões e milhões de emissores de notícias, passámos a ter de praticar mais do que nunca um sentido crítico particularmente agudo em relação às notícias a que temos acesso.

3-Pensando no futuro: ainda vamos a tempo de refundar o jornalismo e fazer dele uma peça essencial na vida das pessoas no século XXI?
R- O jornalismo no sentido mais autêntico e forte da palavra é cada vez mais necessário, dada a gigantesca proliferação dos média a que assistimos desde os anos 1960-1970 e sobretudo desde os anos 1990-2000. Para melhor gerirmos as nossas próprias vidas e melhor nos inserirmos na sociedade em que vivemos, todos nós temos cada vez mais necessidade de rigor na recolha, na hierarquização e no tratamento dos factos, assim como de uma mais valia exigente na interpretação e na análise destes factos.
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J.-M. Nobre-Correia
Teoria da Informação Jornalística
Almedina  21,90€

Nobel para Saramago: 20 anos depois


A Fundação José Saramago tem um programa completo para assinalar os 20 anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao autor de Memorial do Convento.
Lisboa, Lanzarote e Azinhaga são três espaços privilegiados para acolher diversas iniciativas. Será ainda lançado um livro inédito: o Último Caderno de Lanzarote, o diário de José Saramago no ano que se seguiu ao Nobel.
Além disso, esta efeméride pode e deve servir para servir de estímulo à leitura dos livros de José Saramago que pode encomendar aqui.
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WEB: Fundação José Saramago