João Luís Barreto Guimarães: “E fui surpreendido pelas próprias personagens”

1-Depois de muita poesia escrita e publicada, surpreendeu um pouco esta sua incursão no texto dramatúrgico: como surgiu o livro “Caravana”?
R- Caravana nasceu da imagem de uma caravana parada à beira de um bosque, no palco. A coisa física. Imaginei um homem que ali se refugia e quis saber o que aconteceria quando alguém viesse perturbar-lhe o sossego. Uma e outra vez. E fui surpreendido pelas próprias personagens. Aprendi com elas e escrevi o que elas quiseram ser.
2-Poesia e teatro: como se adaptou o poeta a este novo registo e a este desafio?
R-Muito bem. É, para mim, uma linguagem muito diferente, embora partilhe com a poesia uma atenção à estrutura, à métrica, à respiração da voz. A poesia, mais biográfica; no teatro, a outridade.
3-Pensando no futuro: a experiência é para continuar e já tem ideias de novas peças ou, quem sabe, vai aventurar-se pela ficção?
R-Sim, tenho já várias outras peças escritas, sete, e algumas ainda em escrita, duas ou três. Quanto à ficção em prosa, para já não.
[Fotografia: UPorto]
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João Luís Barreto Guimarães
Caravana
Húmus 11,50€
João Luís Barreto Guimarães na “Novos Livros” | Entrevistas

