Carla Coelho: “Encontrar interlocutores num mundo de surdos é um prazer”

1-“Branco” é o seu primeiro romance: como espera poder olhar para ele daqui a 20 anos?
R-Gostava de olhar para Branco como o primeiro de um conjunto de livros que tenho em mente e, idealmente, conseguirei escrever. Acho que esse desafio, descobrir as histórias que surgem em nós é a parte mais saborosa da escrita. Não só desenvolver o enredo e conhecer as personagens, mas também procurar a linguagem que é exigida em cada momento dessa construção. Também gostava de continuar a sentir a felicidade que sinto neste momento por as minhas palavras serem lidas e ressoarem próximas a mais alguém. Encontrar interlocutores num mundo de surdos é um prazer.

2-Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R-A ideia surgiu-me no intervalo entre dois exames médicos que fiz. Comecei a imaginar uma personagem que ia passear pelos corredores de um hospital. Ao princípio, era apenas isso. Escrevi um pequeno texto para mim desenvolvendo a ideia. Percebi que não era suficiente, queria descobrir quem era a protagonista e como é que a história se desenvolvia. Por isso tive de a escrever.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Tenho algumas ideias, vamos ver se resultam…Como disse acima, o que gosto na escrita é, não só de construir a história, mas também de encontrar a linguagem certa. E isso é um espinhoso e delicioso problema.
__________
Carla Coelho
Branco
Urutau  14€

COMPRAR O LIVRO

……………..…..

Escritores falam sobre José Saramago
LER

………………….

25 de Abril em forma de livro
LER

Carlos Vale Ferraz: “A sua reflexão sobre as desigualdades resultantes da forma de exploração dos recursos do planeta e dos seres humanos”

1-No ano do centenário de José Saramago, qual o principal legado do escritor? R-A sua reflexão sobre as desigualdades resultantes da forma de exploração dos recursos do planeta e dos seres humanos. Independentemente de concordarmos ou não com as suas…

Ler mais

João Rodrigues: “A onda neoliberal já não é tão forte, há mais rejeição, dados os seus resultados desastrosos”

P-Qual a ideia que esteve na origem deste seu livro «O Neoliberalismo não é um Slogan»? R-Apresentar de uma forma relativamente acessível e crítica os principais contornos da ideologia neoliberal, um conjunto de ideias poderosas com lastro histórico e institucional,…

Ler mais

Carlos Campaniço: “Consegue passar do fantástico para o realismo com uma mestria extraordinária”

1-No ano do centenário de José Saramago, qual o principal legado do escritor? R-O legado de Saramago é multiplo e incomensurável. Para além de ter dado luz à Literatura de Língua Portuguesa, de ter valorizado concomitantemente a nossa Língua e …

Ler mais

Luís Osório: “Acreditar na importância dos pequenos pormenores para a compreensão da grande e da pequena história.  “

1-Qual a ideia que esteve na origem deste livro «Ficheiros Secretos: Histórias nunca contadas da política e da sociedade portuguesas»? R-O livro surge por insistência do meu editor, Rui Couceiro. Apresentei-lhe algumas ideias e “Ficheiros Secretos” era a que acreditava…

Ler mais